Um ano de impunidade: com 11 mortos da região, Mar de Lama da Vale em Brumadinho é uma dor que não se cala

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O tempo não ameniza a dor das famílias de vítimas da tragédia da Vale em Brumadinho.  No dia 25 de janeiro de 2019, às 12:28 horas o destino e a história das famílias de 270 pessoas se cruzaram em Brumadinho (MG). Há 365 dias, elas revivem diariamente essa data e se unem na dor pela perda inesperada e cruel de mães, pais, filhos, irmãos e companheiros.

Neste dia, o Brasil e o mundo eram tomados por um dos maiores desastres socioambiental da história, a tragédia do Mar de Lama da Vale Brumadinho (MG). Uma barragem do Complexo da Mina do Feijão se rompeu e a lama arrastou a cidade e matou 270 pessoas, além de destruir rios, casas e matar animais.

A sensação de impunidade permanece aos olhos das famílias das vítimas e dos que tentam um recomeço. Não foi a primeira vez que uma barragem do mesmo grupo se rompeu, em 2015 uma barragem em Bento Rodrigues (MG), que pertencia a Samarco, também se rompeu e fez 18 mortes. A realidade é cruel com os mineiros, que mostra que se mais barragens se romperem, podem causar ainda mais mortes e estragos.

Vitimas

Um ano depois a dor de familiares ainda é uma ferida aberta nos corações de 259 mortos e ainda 11 desaparecidos  de uma tragédia sem precedentes na história recente do Brasil . Inúmeras homenagens ocorreram em Brumadinho, mas a revolta não cala.

Mortos na região

A tragédia da Vale deixou ao menos 9 vítimas na região. O maquinista Anderson Sthica, Gustavo Souza Júnior, Felipe José de Oliveira Almeida, Pedro Sena e Edson Rodrigues dos Santos, todos oriundos ou com ligação com Lafaiete.

De Congonhas foram contabilizados 3 mortos: Jonatas Limas Nascimento,  Josiane Santos e Rodney Oliveira. De Barbacena, Wanderson  Oliveira Valeriano e Luiz Carlos da Silva Reis.

O engenheiro de Minas, o ouro-branquense, Vinicius Henrique Leite Ferreira, 40 anos, estava na lista dos funcionários da Vale encontrados.