Sindicato denuncia que Presidente proibiu saída de ônibus; nova empresa terá contrato de 1 ano

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Dois dias após retornarem ao trabalho, ontem (22) os funcionários voltaram a cruzar os brações. Isso porque a Viação Presidente, mais uma vez, não honrou o acordo feito com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Conselheiro Lafaiete (SINTROCOL) e não quitou o vale alimentação. “A situação chegou ao limite”, desabafou Ivanildo Abranches. Neste momento, os funcionários e sindicato estão em frente a garagem da Presidente, no Bairro Carijós, às margens da BR 040.

Hoje (23) nenhuma “carroça” faz o transporte público em Lafaiete. O Sindicato informou a nossa reportagem que a empresa proibiu a saída dos ônibus já que a Prefeitura abriu ontem o edital de credenciamento emergencial para permissão à título precário da exploração do serviço de transporte coletivo urbano e rural.

O contrato com a nova empresa de transporte coletivo terá validade de 12 meses, contados a partir da data da assinatura, sendo possível a prorrogação na hipótese da manutenção do estado de urgência, nos termos do Decreto Municipal nº. 09/2021. De acordo com edital, a empresa deverá iniciar as atividades com 70% da frota o que corresponde à 29 ônibus. Em até 20 dias do início das atividades a empresa deverá estar com 100% da frota em circulação.

O recebimento e a abertura dos envelopes contendo os documentos das empresas interessadas serão realizados em sessão pública prevista para o dia 03/02, às 09h30, no Solar Barão do Suaçuí. No dia 18/01, o prefeito Mário Marcus decretou situação de emergência no transporte público após a Viação Presidente descumprir o contrato de concessão.

Fica uma indagação: o que tem haver a Presidente pagar seus funcionários só porque a Prefeitura abriu edital? Percebe-se a “seriedade” da empresa.