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terça-feira, 13 abril 2021
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Releia a última coluna escrita por dona Avelina no site Correio de Minas

O BARÃO DE SUASSUHY foi dono, em certa época, de um dos espaços significativos em que decorreu  a Inconfidência Mineira, a Estalagem das Bananeiras, que existia na Fazenda das Bananeiras, e era do INCONFIDENTE JOÃO DIAS DA MOTTA. 

O último barão a ser estudado é o BARÃO DE SUAÇUÍ. O seu nome é encontrado em documentos ora como SUASSUÍ, ora como SUAÇUÍ, e também como SUASSUHY..

 A diferença da grafia se deve principalmente a mudanças devido a reformas ortográficas ou estudos mais apurados. Com isto, acontecem curiosidades como ser o endereço do Solar do Barão de Suaçuí a  Rua Barão de Suassuí… O TÍTULO DE BARÃO foi dado a  JOSÉ IGNACIO GOMES BARBOSA em homenagem à cidade de São Brás do Suaçuí.

 Cidade de São Brás do Suaçuí  

Para iniciar o estudo deste ilustre personagem de nossa história, vou falar primeiro de um fato histórico: sua ligação com a Estalagem das Bananeiras e com o INCONFIDENTE JOÃO DIAS DA MOTTA, aproveitando para estabelecer uma visão genealógica de JOSÉ IGNACIO GOMES BARBOSA, o filho, pois tinha o mesmo nome de seu pai.

Quem foi  JOÃO  DIAS  DA MOTTA? Vou usar dados colhidos no site Genealogia Brasileira, do grande genealogista brasileiro Lênio Luiz Richa ([email protected]): João Dias da Motta, dono da estalagem, nasceu em Ouro Preto em 1743 e faleceu  em Cabo Verde/África, em 1793. Filho de Tomás Dias da Mota e de Antônia Mariana do Sacramento, Capitão do regimento de Cavalaria Auxiliar de SJ de El-Rei, no lugar denominado Glória. Em 1789, com 46 anos, era casado com Maria Angélica Rodrigues de Oliveira e residia em sua Fazenda do Engenho do Caminho Novo do Campo, na freguesia de Carijós. “Foi denunciado por Basílio de Brito Malheiro do Lago por estar entre os ouvintes das palestras na Estalagem da Varginha, no final de 1788.” 

Para iniciar o estudo deste ilustre personagem de nossa história, vou falar primeiro de um fato histórico: sua ligação com a Estalagem das Bananeiras e com o INCONFIDENTE JOÃO DIAS DA MOTTA, aproveitando para estabelecer uma visão genealógica de JOSÉ IGNACIO GOMES BARBOSA, o filho, pois tinha o mesmo nome de seu pai. Quem foi  JOÃO  DIAS  DA MOTTA? Vou usar dados colhidos no site Genealogia Brasileira, do grande genealogista brasileiro Lênio Luiz Richa ([email protected]): João Dias da Motta, dono da estalagem, nasceu em Ouro Preto em 1743 e faleceu  em Cabo Verde/África, em 1793. Filho de Tomás Dias da Mota e de Antônia Mariana do Sacramento, Capitão do regimento de Cavalaria Auxiliar de SJ de El-Rei, no lugar denominado Glória. Em 1789, com 46 anos, era casado com Maria Angélica Rodrigues de Oliveira e residia em sua Fazenda do Engenho do Caminho Novo do Campo, na freguesia de Carijós. “Foi denunciado por Basílio de Brito Malheiro do Lago por estar entre os ouvintes das palestras na Estalagem da Varginha, no final de 1788.” 

Escola Estadual Luiz de Mello Vianna Sobrinho

A  estalagem era localizada na Avenida Santa Matilde, não como dizem  às vezes ser no local exato onde é  a  escola que vou citar adiante, mas EM FRENTE à Escola Estadual Luiz de Mello Vianna Sobrinho, onde atualmente se encontram construções mais da nossa época. De acordo com pessoas que conheceram o local enquanto a fazenda ainda existia, havia umas gameleiras na frente da fazenda. Essas informações sobre a estalagem foram passadas a mim pelo historiador Luiz Fernando de Azevedo, a quem faço aqui meu agradecimento.O Inconfidente JOÃO DIAS DA MOTTA foi embarcado para Lisboa no dia 24 de junho de 1792, na fragata Golfinho, por condenação devido ao envolvimento com a Inconfidência Mineira.  Morreu em 1793 de uma epidemia que atingiu a vila de Cacheu, nove meses depois de ali ter chegado. Seus restos mortais foram repatriados da África para o Brasil em 1932, juntamente com os de José de Resende Costa e Domingos Vidal Barbosa, mas só em 21  de abril de 2011 foram colocados no Panteão do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, ao lado dos outros 13 inconfidentes que já repousavam lá desde quando o Panteão foi criado pelo Presidente Getúlio Dorneles Vargas. Não terem sido colocados seus despojos lá na mesma época que os restos dos outros Inconfidentes deveu-se ao fato de haver dúvida nas identificações. Só há alguns anos, os estudos da Unicamp comprovaram que as ossadas eram mesmo dos três inconfidentes degredados e assim procedeu-se à sua incorporação ao Panteão.

Panteão do Museu da Inconfidência

Mas qual teria sido o caminho que levou a fazenda das mãos do Inconfidente até o Barão?  Em documento do Arquivo Mineiro, consta que a fazenda das Bananeiras pertencia ao Barão de Suassuhí (forma do sobrenome assim grafado no documento).  Esse documento é sobre as fazendas de Queluz, realizado a partir de 1856, por ordem do   Presidente da Província. 

Mas qual teria sido o caminho que levou a fazenda das mãos do Inconfidente até o Barão? A fazenda chegou até o Barão por herança. O que vou apresentar faz parte de estudos minuciosos do grande historiador e genealogista Joaquim  Rodrigues de Almeida, Quincas de Almeida, como o chamavam.   João Dias da Motta, casado com Maria Angélica Rodrigues de Oliveira, não teve filhos. Seus pais eram TOMÁS DIAS DA MOTA e ANTÔNIA MARIA DO SACRAMENTO. João tinha uma irmã chamada JOAQUINA ROSA DE JESUS. Esta era casada com Martinho Pacheco Lima e, ficando viúva, casou-se com o COMENDADOR JOSÉ IGNACIO GOMES BARBOSA, pai do BARÃO DE  SUAÇUÍ JOSÉ IGNACIO GOMES BARBOSA, que tinha o mesmo nome do pai. Assim, o barão  era SOBRINHO DO INCONFIDENTE, por isto terminou a HISTÓRICA ESTALAGEM  DAS BANANEIRAS ficando como uma de suas posses por meandros do parentesco.

Viva dona Avelina Noronha!

13/11/1934

25/01/2021

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