Mineração perde Marcelo Fenelon, vítima de complicações de covid-19

1976

Com uma trajetória profissional de amplo sucesso no setor mineral, reconhecido por seu conhecimento na área e admirado por quem com ele conviveu, Marcelo Guimarães Fenelon faleceu aos 59 anos, vítima de complicações do coronavírus. O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), consternado com esta perda, manifesta sua solidariedade à família.

Engenheiro de minas, da turma de 1985 da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especialização em geomatemática pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), era considerado um ferrenho defensor da mineração, tendo sua atuação pontuada pela ética, responsabilidade em tudo o que fazia e extremamente competente, se destacando como excelente operador de mina e administrador.

Para os colegas ele era um pilar dos bons princípios e da responsabilidade social e ambiental, uma ‘voz sensata’ do setor mineral, buscando sempre a sustentabilidade das operações nas minas. Foi um dos pioneiros na adoção do peneiramento a seco do minério para proporcionar a produção sem geração de rejeitos.

Entre suas passagens pelo meio empresarial destaca-se o período em que trabalhou nas Minerações Brasileiras Reunidas S.A., onde foi Superintendente dos Complexos do Paraopeba e do Complexo Tamanduá e também Diretor de Operações; outro ponto alto de sua carreira foi na Vale S.A., onde ocupou o cargo de Diretor dos sistemas Sul e Sudeste, além de Diretor na Vale Fertilizantes.

Esteve à frente de muitos projetos importantes, tais como a abertura das minas de Tamanduá, Capitão do Mato e Capão Xavier. Escreveu seu nome com honra na memória da Mineração do Brasil.

O IBRAM sempre contou com sua presença e participação em várias frentes de atuação institucional em prol da mineração do Brasil. Para o IBRAM, a trajetória de Marcelo Fenelon é uma verdadeira inspiração para muitos profissionais.