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terça-feira, 24 novembro 2020
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Lafaiete perde a tradição das pesquisas que nunca erraram os vencedores nas eleições

Lafaiete perdeu uma grande atração nas eleições deste ano. Isso porque os irmãos relojoeiros, Cléber Carlos e Jarbas Carlos, este conhecido como Alemão, deixaram pela 1ª vez, em quase 50 anos, de promover a tradicional enquete eleitoral.  “Infelizmente, a pandemia e a morte de meu irmão Kiko, meu braço direito, inviabilizaram a pesquisa neste ano”, justificou Cléber Carlos a nossa reportagem, citando os motivos que levaram a não promover a pesquisa. Segundo ele, a mudança de endereço para o segundo andar de um prédio na Rua Melo Viana, coração comercial de Lafaiete, também contribuiu para que Cléber abandonasse a enquete.

Cleber Carlos justificou que não promovera pesquisa nestas eleições/CORREIO DE MINAS


Diferente dos institutos de pesquisa, o método usado por Cléber é de apenas tabular os votantes.
Mas o que mais desperta a curiosidade é que Cléber e seus irmão nunca erraram os vitoriosos desde a eleição de Camilo Prates em 1972. Ele relembra que as duas eleições mais difíceis foram nos anos de 1988 e 2012. “Enquanto nossa enquete dava Arnaldo Penna e Ivar Cerqueira como vencedores outras pesquisas apontavam outros candidatos, mas no final prevaleceu a nossa”. comemora.
A seriedade e a transparência são regras absolutas da pesquisa de Cléber e seus irmão, tanto que os candidatos vão lá para conhecer quem está à frente ou até mesmo para orientar suas estratégicas eleitorais.


A última pesquisa
Em 2016, foram 535 votantes, sendo que 207 votos foram para Mário Marcus (em torno de 45%); 91 para Benito Laporte (em torno de 17%); 87 para Ivar Cerqueira (em torno de 16%) e Edie Rezende com 9 votos (em torno de 2%). Brancos e nulos foram na casa de 141 votos (em torno de 26%). E mais uma vez, Cléber. “Infelizmente, não teremos a pesquisa”, relata Cléber.

A tradição
Dono de uma pioneira relojoaria, com mais de 45 anos de funcionamento e administrada familiarmente juntos com seu  irmão, Jarbas Carlos,  Cléber herdou  a tradição das pesquisas de seu pai, fundador do comércio, há mais de 4 décadas.
Em 1971, sua família, de 9 irmãos, mudou de Congonhas para Lafaiete. “Meu pai também nunca errou uma pesquisa aqui e na região”, gaba-se Cléber. “Naquele tempo vinha gente para saber que iria ganhar a eleição em outros municípios”, contou.
Hoje ele não mais faz pesquisas das cidades vizinhas. “Isso porque as pessoas, como era de costume, há mais d e20 anos, vinham ao comércio e deixavam o relógio para consertar juntamente com o nome e cidade de origem. Quando voltavam para buscar uma encomenda meu pai via o nome da pessoa e a cidade de origem e logo perguntava em quem ela votaria e fazia a pesquisa. Hoje os clientes trazem os relógios e consertam momentos depois. Assim perdemos o vínculo com a população da região”, explicou.
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