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terça-feira, 13 abril 2021
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Diferente do que diz Zema, mais da metade dos respiradores comprados pelo governo não foram os ‘mais baratos do país’

Apesar do governo de Minas Gerais afirmar, desde o início da pandemia, que comprou os respiradores mais baratos do Brasil, um levantamento feito pelo G1 no Portal da Transparência mostra que a maioria dos equipamentos que foram adquiridos não tinham o menor preço do país.

Dos 1.047 aparelhos comprados, 485 custaram entre R$ 24.385 e R$ 25 mil. O restante, 562, saiu a R$ 70 mil. Em nota, o governo disse que a compra teve o menor custo médio e que a aquisição dos equipamentos, juntamente com doação de outros 1.600 da Fiemg, possibilitou praticamente dobrar o número de leitos de UTI (veja a íntegra abaixo).

Segundo levantamento feito pelo G1, pelo menos outros 10 estados compraram respiradores abaixo de R$ 70 mil. São eles: Amapá, R$ 49,5 mil; Espírito Santo, R$ 60 a R$ 70 mil; Maranhão, R$ 49.500; Paraíba, R$ 52 mil; Paraná, R$ 40 mil a R$ 50 mil; Piauí, entre R$ 47 e R$ 49 mil; Rio Grande do Norte, R$ 53 mil; Rondônia, R$ 56 mil; Roraima, R$ 44 mil; Santa Catarina, R$ 60 mil.

Na quinta-feira (19), o governador de Minas Gerais Romeu Zema voltou a tocar no assunto nas redes sociais.

Minas foi o segundo estado que mais habilitou leitos de Covid

Desde o início da pandemia, o painel da Secretaria de Estado de Saúde mostra que o número de leitos de terapia intensiva, de fato, quase dobrou: era de 2.072 em fevereiro e, atualmente, está em 4.045. A taxa de ocupação está em 70% nesta sexta.

Entretanto, os investimentos para estes leitos para Covid-19 não foram exclusivamente feitos pelo estado. Dos 1.973 leitos criados, 1.714 foram habilitados pelo Ministério da Saúde, ou seja, receberam repasses para atendimento a pacientes. Minas foi o segundo estado que mais habilitou estas unidades no SUS, atrás apenas de São Paulo, com 4.302.

Para habilitar um leito de UTI, segundo o Ministério da Saúde, é necessário que o gestor municipal ou estadual primeiro crie o leito e prove que tem equipe de profissionais e todos os equipamentos necessários para seu funcionamento. Após a habilitação, o Ministério da Saúde faz repasses para manutenção daquela estrutura.

Leia a íntegra da nota do Governo de Minas:

“O Governo de Minas informa que adquiriu 1.047 respiradores para o combate à Covid-19, o que possibilitou a ampliação de leitos de UTI de 2 mil para 4 mil leitos, além de fazer de Minas um dos estados com menor taxa de óbitos em relação à população na pandemia.

O Governo de Minas realizou a compra de respiradores ao menor custo médio por aparelho do país, considerando a compra total, além de ter adquirido os respiradores com menor custo unitário. Em paralelo, o governo estadual articulou a doação de outros 1.600 respiradores aos municípios mineiros, por meio da Fiemg.”

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