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sexta-feira, 22 janeiro 2021
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Chuva forte exige atenção para risco de rompimento de barragens em Minas

Agência Nacional de Mineração pede que sejam redobrados os cuidados nas três barragens que estão em nível 3 de emergência – quando há risco iminente de rompimento

À espera de uma forte tempestade que atingirá Minas Gerais no domingo (25), a Agência Nacional de Mineração (ANM) encaminhou um comunicado na manhã deste sábado (24) pedindo alerta às barragens, que, no estado, estão em nível 3 de emergência – trata-se do mais alto, quando há risco iminente de ruptura ou quando a estrutura já encontra-se em colapso.

Hoje, Minas Gerais abriga três barragens nesta situação, são a BR/B4 da mina Mar Azul, em Macacos, na região metropolitana de Belo Horizonte, Forquilha III, em Ouro Preto, na região Central do estado, e a Sul Superior da mina de Gongo Soco no município de Barão de Cocais, também à região Central. As três estruturas pertencem à Vale.

O pedido do órgão regulador, a ANM, é para que empresas responsáveis por empreendimentos com barragens de mineração redobrem a atenção e as condições de monitoramento das estruturas entre sábado e domingo em função do alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a respeito de chuva forte com volume entre 70 e 90 milímetros no domingo (25).

“A Agência Nacional de Mineração pede que as equipes de segurança de barragens se mantenham em alerta com monitoramento diário das condições das estruturas – em especial do estado de conservação – além de manter atenção especial às tomadas d’água dos vertedouros, para garantir a capacidade vertente de acordo com o projeto, durante todo o período de chuvas”, expediu o órgão em nota na manhã deste sábado.

Orienta-se ainda que o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) seja acionado em quaisquer situações de anormalidade. Além disso, se acionado, o Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens (SIGBM) deverá ser imediatamente informado.

Em nota encaminhada à reportagem de O TEMPO na manhã deste sábado, a mineradora declarou que “além das inspeções rotineiras de campo, todas as estruturas da Vale são monitoradas permanentemente por uma série de instrumentos e pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG), considerando vários fatores, como as condições climáticas”. As atuais práticas de gestão de barragens da Vale refletem as melhores referência globais do setor”.

Ano de chuva forte

Em janeiro deste ano, o mês mais chuvoso da história de Belo Horizonte, que também fortes e significativas precipitações em Minas Gerais, a Agência Nacional de Mineração emitiu um primeiro alerta em relação às barragens no estado. O órgão pediu que fosse decretado estado de atenção até o encerramento do período.

À época, a barragem Sul Inferior da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, na região Central de Minas, foi obrigada a instaurar protocolo de emergência nível 2 do PAEBM em função de uma erosão detectada na parte interna do reservatório. Moradores da Zona de Autossalvamento estão afastados de suas casas desde fevereiro de 2019, quando foi detectado risco de rompimento da Sul Superior – apenas 15 dias depois da tragédia em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.(O TEMPO)

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