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terça-feira, 19 janeiro 2021
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Banco Inter amplia investimentos no setor financeiro e busca maior crescimento em 2021

Em 2020, o Banco Inter ganhou o noticiário pelo forte crescimento que conseguiu no setor bancário. A empresa mineira ganhou espaço, bateu recordes e chegou perto da marca de 10 milhões de clientes. Com um avanço considerável nos últimos meses, a expectativa para esse próximo ano continua sendo otimista, principalmente após os recentes investimentos, como a compra de uma plataforma de cobrança, reativação e retenção de clientes.

Criada em 1994, a instituição financeira mineira da família Menin, dona da construtora MRV, é um dos bancos digitais mais importantes do mercado brasileiro. Apenas o Nubank possui um espaço maior neste setor, e mesmo assim com ofertas diferentes. Entretanto, o objetivo para este ano do Banco Inter é continuar crescendo e impactar ainda mais o setor financeiro de Minas Gerais e também do Brasil.

Ainda em dezembro do ano passado, a empresa confirmou a aquisição da Meu Acerto, que era uma plataforma digital de cobrança, reativação e retenção de clientes. Ou seja, a ideia do Banco Inter é entrar no setor de renegociação de dívidas e empréstimos. Uma área com forte potencial no país, principalmente no campo digital. Afinal, as fintechs estão cobrindo quase todos os setores financeiros, e conseguindo um relativo sucesso neles.

Nos últimos anos, por exemplo, o foco dos serviços digitais foi no investimento financeiro, desde o day trade até a compra e venda de criptomoedas. Recentemente, o valor do Bitcoin bateu um novo recorde, chegando aos US$ 28.599,99, e provou ser um dos investimentos mais interessantes no mercado atual. Contudo, ainda faltam empresas digitais que permitam essa forma de investimento.  

Mundo digital

Desde os bancos digitais até os sistemas de pagamentos, as novas tecnologias transformaram por completo a forma das pessoas lidarem com dinheiro. Em Minas Gerais, cerca de 8,3% de todo o investimento voltado para startups, que ronda os US$ 100 milhões, são para fintechs. É a segunda categoria que mais recebe capital, ficando atrás apenas das healthtechs, que continuam dominando esse mercado.

O uso desses meios digitais para pagamentos é cada vez mais comum, principalmente em serviços e plataformas online. A ideia é agregar todas essas tecnologias e, dessa forma, facilitar a vida das pessoas. Algumas redes sociais, por exemplo, estão começando a vender produtos pela própria plataforma e aceitando pagamentos de carteiras digitais, principalmente com o PayPal e o PagSeguro. Já no entretenimento digital, os novos cassinos online são os que se destacam por este serviço, com a carteira digital Neteller e Skrill aparecendo como opções de pagamentos para os jogadores cadastrados. Até mesmo plataformas como a Uber e o Ifood, que trabalham com carona e entrega de comida, respectivamente, estão começando a aceitar pagamentos no formato digital e sem depender de bancos.

Isso mostra que o sistema financeiro está mudando, seja aqui no Brasil ou em todo lugar do mundo. Uma prova disso aconteceu nos Estados Unidos em 2019, quando a Apple lançou o próprio cartão de crédito. O serviço é completamente integrado aos smartphones e a outros produtos da empresa, o que permite um sistema simples e intuitivo. Isso mostra que o investimento em fintechs pode vir de qualquer lugar, até mesmo de uma gigante do ramo de tecnologia.

  Investimento em Minas

O Banco Inter não é a única referência positiva de Minas Gerais no setor financeiro. Na verdade, a região é conhecida como referência nacional no quesito de investimentos em startups. Um bom exemplo é a empresa EmCash, que foi criada em 2018 e, atualmente, é uma referência no setor de crédito coletivo. O sucesso da fintech só foi possível pelo alto investimento estatal e privado nas empresas da região.

A cidade de Belo Horizonte ganhou até mesmo uma própria Silicon Valley, que é um local nos Estados Unidos onde estão concentradas as maiores empresas de tecnologia do mundo. A versão mineira se chama San Pedro Valley, e é motivo de orgulho para os investidores no setor em Minas Gerais. Afinal, apenas com um forte investimento é possível fazer com que as novas tecnologias consigam ser desenvolvidas e cheguem para as pessoas e para as empresas.Com esse pensamento, é importante ver uma instituição financeira de Minas Gerais ganhando destaque no âmbito nacional. O Banco Inter foi um dos primeiros a investir na ideia de banco digital, e tem conseguido crescer com esse pensamento. Os próximos passos prometem ser audaciosos, pois crescer no setor bancário nacional não é uma tarefa fácil. Entretanto, a empresa já mostrou mais de uma vez que possui uma visão diferente do mercado nacional, e isso pode fazer a diferença novamente.

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