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terça-feira, 13 abril 2021
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Academia de Letras lamenta morte de jornalista e seu filho por complicações da COVID-19

A Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette comunica, com pesar, o falecimento do poeta e jornalista Alair Almeida, membro emérito da ACLCL e esposo da confreira Maria da Conceição Vieira de Almeida – Nenê Brandão.

O passamento ocorreu no fim da tarde de ontem |(27), no hospital Biocor em Belo Horizonte em consequência das complicações geradas pela COVID-19.

Na madrugada de hoje faleceu o filho do casal, PAULO ALMEIDA, também acometido com a COVID-19. Nesse momento de imensurável dor para a Família Almeida nosso sodalício manifesta seu voto de pesar.

Sobre o Jornalista Alair Almeida

Nasceu em 14 de março de 1932, em Engenheiro Navarro é cidadão honorário de Montes Claros. Entre os prêmios recebidos destaca-se a Medalha de Mérito Cultural da Academia Marianense de Letras. Como jornalista, trabalhou em Belo Horizonte nas Rádios Guarani e Inconfidência, tendo atuado também na Imprensa Oficial e na extinta TV Itacolomi.

Poesias de Alair Almeida

QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer, no derradeiro leito,
Naquele frio e indesejado abrigo,
Há de chorar um coração comigo
A dor que leva este meu pobre peito.

Não quero ter, ao pé do meu jazigo,
Um falso amor, em pranto ali desfeito.
Terei, para fazer-me satisfeito,
Um coração sincero, bom e amigo.

Quero ali minha mãe já bem velhinha,
A cabeça inclinada e já branquinha
A soluçar de dor e de saudade;

Pois, se não tive amigos nem amores,
Pra mim mais valerá que falsas flores
Este pranto que é só sinceridade.

MÃE

Para externar todo este intenso amor
Que existe em mim, por teu querido ser,
Eu sinto que o não posso descrever
Nem com ouro… rubi… brilhante ou flor.

Na ânsia louca, na hora de nascer,
Eu sei que te causei horrível dor,
Mas do teu rosto, o doloroso suor
Era um lírio bendito a florescer.

Pelos conselhos bons que me tens dado
É que, feliz, eu tenho caminhado
Por caminho de luz, reto, perfeito.

Por tudo que por mim tu tens sofrido,
De ouro e luz, um altar, eu fiz, erguido,
Para guardar-te, mãe, dentro do peito.

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