Viação Presidente prega um novo modelo de transporte público, anuncia compra de 32 novos ônibus, critica situação das ruas e mudança do terminal rodoviário

Luiz Carlos Beato, representante da Presidente, anunciou diversas mudanças no transporte público de Lafaiete

Se depender dos novos donos da Viação Presidente,  o transporte público em Lafaiete vai sofrer uma guinada de 360º. Este foi o discurso entusiasmado do representante da empresa, Luiz Carlos Beato, durante reunião com os líderes de bairros, na reunião mensal da Federação das Associações Comunitárias (FAMOCOL), ocorrida esta noite (19), no Solar do Barão do Saussuí.

Pregando o diálogo, a ética, o respeito e o carinho com os usuários, Beato reconheceu as falhas da empresa, pregou um novo momento com a aquisição da Presidente por um novo grupo, que já administra a empresa, porém o nome será alterado nos próximos meses. As sugestões são muitas, mas ele deixou escapar que “Cristo Redentor” teria pequena preferência. “Nó dependemos da população e do poder público. Sem esta parceria nada vai funcionar”, declarou Beato, durante sua fala de mais de 20 minutos.

A principal mudança será a renovação da frota com aquisição de 32 novos veículos em um prazo de 30 a 90 dias. “Em nove dias, que estamos com a nova direção, passamos atender todas as linhas com todos os ônibus”, comemorou. Beato divulgou que de agora em diante a manutenção e reparos de peças serão feitos no mercado local, valorizando a mão de obra e comércio da cidade.

Críticas

Entre os empecilhos para melhorar o transporte público, Beato citou as más condições das vias urbanas e cobrou maior manutenção das ruas e buracos.  Ele citou os bairros Rancho Novo, São João e a comunidade rural de São Vicente como as piores situações nas vias públicas.

Terminal e integração

Lideranças comunitárias lotaram a reunião e propuseram mudanças o trânsito

O representante da Presidente criticou o sistema de integração implantado em Lafaiete, classificando-o como uma “zona”. “Ele não integra nada”, disparou, afirmando que haverá mudanças para agilizar e melhorar o transporte aos usuários com o sistema de “bairro ao centro e centro ao bairro”.

Mas um dos principais desafios será a desativação do terminal rodoviário e a construção de um novo em Lafaiete. O local não foi revelado, mas Beato antecipou que na próxima segunda feira (26) entregará o projeto ao prefeito para a sua aprovação. “O terminal obstruiu o trânsito e gera insegurança”, comentou.

Outra novidade será a implantação do sistema facial para coibir abusos de gratuidade e o uso de aplicativo para que os usuários acompanharem em tempo real os trajetos e itinerários dos ônibus. Mas modernização será para o ano que vem já que o investimento passaria de R$300 mil.

Excesso de gratuidade

Ao citar que somente em maio foram mais 200 mil usuários usando da gratuidade ao custo de R$600 mil, Beato criticou o uso de indevido do direito por idosos. Ele comentou que em um único dia, um pessoa usou 29 vezes os coletivos. Para controlar o abuso, um dos principais causadores do déficit da empresa, algo em torno de R$220 mil/mês, a partir de hoje (19), iniciou a obrigatoriedade do uso da identidade para os idosos. Segundo Beato, são transportados em média cerca de 738 mil/mês de passageiros.

Novos abrigos

Um das medidas já em curso é reforma de 97 abrigos e construção, até março de 2020, de mais 30 novas estruturas. Segundo Beato, há mais de 10 anos não se reformava um abrigo em Lafaiete.

Críticas e sugestões

Lideranças comunitárias aproveitaram o momento para encaminhar demandas de melhorias em rotas, propor sugestões, como fazer críticas de superlotação no transporte público que nos últimos anos sofreu uma acentuada queda na qualidade no serviço oferecido aos lafaietenses.

Tomara que o discurso se transforme em realidade, já que as lideranças deixaram a reunião com um expectativa otimista de que as mudanças impactarão positivamente na vida dos usuários e trabalhadores.

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