Vereadores defendem transferência dos serviços da policlínica para o hospital regional

Sandro José sugeriu que a prefeitura venda o valioso imóvel da policlínica e invista

na conclusão do hospital; vereadores desacreditam na conclusão da obra

 “Remendo novo em roupa velha não funciona”. Usando este adágio popular o vereador Sandro José (PSDB) expôs sua sugestão ao administração municipal durante a sessão de ontem a noite, quando o hospital regional voltou ao centro dos debates após Pedro Américo (PT) apresentar um requerimento cobrando do Governador Zema (Novo) as medidas para a conclusão da obra que atravessa o 4º governo.

Vereadores cobraram mais uma vez a retomada e conclusão do Hospital Regional/CORREIO DE MINAS

Sandro defendeu que a prefeitura venda a valiosa área da policlínica e reverta os recursos na conclusão do hospital regional, melhorando e ampliando o atendimento. “Temos uma área valorizada e um prédio sem condições de atender a demanda crescente. Façamos um acordo com o Governo Estadual e demos uma finalidade naquele espaço que a cada dia vem se deteriorando. Ao invés de se investir verbas e emendas parlamentares na reforma da policlínica que se destinem estes recursos ao hospital regional”, pontuou. Segundo ele, a policlínica é um espaço ultrapassado e sem estrutura adequada. “Qualquer investimento no pronto socorro não resolverá o atendimento por completo”, avaliou.

Sandro também defendeu, como seu colega André Menezes (PP) como Alan Teixeira (PHS) que o hospital regional seja transformado em uma UPA ou um centro de especialidades.

Sem esperanças e picuinhas

Vereadores manifestaram a insatisfação e descrença na conclusão do hospital no Governo Zema.  “Aquela obra foi feita com suor do povo e ao poucos vai se acabando. Infelizmente Lafaiete, uma cidade com 130 mil habitantes, sequer possui uma UTI neonatal. Nossa saúde está doente”, assinalou Alan Teixeira. “Falta respeito do Governo do Estado com Lafaiete”, concluiu, ressaltando que a obra foi palco de disputas eleitorais.

Novela do Hospital Regional já avança para mais de 10 anos/CORREIO DE MINAS

Fernando Bandeira (PTB) salientou que a conclusão não acontecerá no atual Governo. “O hospital não sai no governo Zema. O que se vai gastar é do dobro do que se investiu até agora”, ressaltou. André Menezes classificou a obra como “monumento da incompetência e memorial da irresponsabilidade.”

Já o vereador João Paulo Pé Quente (DEM) culpou os Governos do PT e PSDB pela atual estágio da obra. “Não vai sair. Os governos que se sucederam no Estado criaram empecilhos para não concluir a obra. Lafaiete foi esquecida. PT e PSDB nunca olharam para Lafaiete”, protestou. O vereador Chico Paulo (PT) comentou uma auditoria realizada no Governo do ex-prefeito Ivar apontando superfaturamento na obra.

Mais ponderado, o vereador Darci da Barreira (SD) apontou que a obra inacabada é fruto de picuinha política.

Audiência 

Pela segunda vez, o prefeito Mário Marcus se reunirá com o Governador Romeu Zema (Novo) agora a tarde, na cidade administrativa para tratar da retomada do Hospital Regional.

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