Vallourec iniciará em junho a produção dos primeiros tubos de aço para o campo de mero

Superintendente de Venda de Projetos da Vallourec Soluções Tubulares do Brasil, Christian Hahne/DIVULGAÇÃO

A Vallourec se prepara para dar novos passos em um dos mais importantes contratos conquistados pela companhia neste ano. A empresa vai começar a fabricação dos tubos que serão usados na construção dos sistemas de riser e flowlines rígidos do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos. “A produção dos tubos está prevista para ser iniciada em junho de 2019 com os primeiros lotes de qualificação da produção”, detalhou o Superintendente de Venda de Projetos da Vallourec Soluções Tubulares do Brasil, Christian Hahne. Já os lotes principais serão produzidos entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020. A empresa também está com boas expectativas de novos negócios dentro do mercado brasileiro. “A Vallourec está otimista em relação ao desenvolvimento dos próximos projetos de tubos rígidos, principalmente na área do pré-sal, devido às características desafiadoras desses campos”, afirmou.

Poderia destacar as principais características dos tubos de aço sem costura que serão entregues para Mero?

As principais características estão relacionadas com a tecnologia escolhida. Os tubos de aço carbono (tubos rígidos) serão revestidos internamente com uma liga altamente resistente à corrosão que permitirá a utilização das tubulações por toda vida útil do Campo.

Por que os dutos rígidos são uma boa opção para o ambiente do pré-sal?

Os campos do pré-sal apresentam uma condição de fluidos muito agressivos do ponto de vista de corrosão. O alto teor de gás carbônico no óleo a ser extraído é um desafio técnico.

Quais as características do pré-sal são as mais desafiadoras para os tubos de aço?

As características do pré-sal brasileiro são, por si só, muito desafiadoras. São campos de águas ultraprofundas em uma região de condições marítimas severas aliadas com altos teores de contaminantes no óleo. Essas características demandam uma alta resistência à corrosão, bem como uma alta resistência à fadiga do material, sendo um desafio para qualquer tipo de tecnologia de tubulação.

A fabricação dos tubos para Mero já começou?

A produção dos tubos está prevista para ser iniciada em junho de 2019 com os primeiros lotes de qualificação da produção. A produção dos lotes principais será entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020 com a entrega à medida que os processos subsequentes do projeto forem demandando tubos.

Quais as vantagens operacionais que o consórcio de Libra terá ao fazer a opção pelas linhas rígidas?

As vantagens do uso de tubulações rígidas, na configuração escolhida, estão baseadas na vida útil das linhas, que poderão acompanhar toda a vida útil do Campo. Outra vantagem é a utilização de linhas únicas de injeção alternada de água e gás para estimular a produção dos poços. O uso dessas linhas em tubulação rígida com revestimento interno de que possibilitam a injeção alternada de água ou gás reduzem a quantidade de linhas necessárias, simplificando o arranjo submarino, reduzindo custos e permitindo a sua manutenção de forma adequada. No caso das linhas de produção de óleo, as linhas rígidas oferecem melhor escoamento dos fluidos, bem como maior facilidade na manutenção das condições de escoamento em caso de formação de incrustações internas.

Qual a expectativa da Vallourec para o mercado brasileiro? A entrega de dutos rígidos deve crescer nos próximos anos?

A Vallourec está otimista em relação ao desenvolvimento dos próximos projetos de tubos rígidos, principalmente na área do pré-sal, devido às características desafiadoras desses campos. Os próximos projetos, incluindo o projeto Sépia recentemente contratado pela Petrobras, demonstram que a tendência de aplicação da tecnologia rígida está alinhada com os desafios técnicos. Os próximos passos serão direcionados para a otimização das linhas, com tecnologias que permitam aliar a resistência à corrosão, resistência à fadiga e longa vida útil às configurações mais competitivas e adaptadas aos anseios das operadoras, por exemplo, a busca de projetos de break even abaixo de 35 USD/barril ambicionado pela Petrobras.

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