Sem crise: em 2 anos, Lafaiete recebeu mais de R$63 milhões de investimentos gerando quase 1,4 mil empregos

O anúncio feito na semana passada, pelo Prefeito de Lafaiete Mário Marcus (DEM), da instalação da multinacional japonesa Komatsu do Brasil, reforça a gama de investimentos que aportam na cidade nos últimos dois anos. A Komatsu deixou a vizinha Congonhas e ainda neste mês inicia suas operações. A empresa trabalha diretamente com siderúrgicas e mineradoras da região, mas não divulgou o numero de empregos gerados. Ela funcionará ao lado do “Mart Minas”, na BR 040, Bairro Carijós.

Na segunda feira, dia 8, Lafaiete abriu as portas da instituição bancária Sicred Integração RS/MG. Ela será a primeira agência do sistema cooperativista em Minas e tem um projeto ambicioso de expansão na região. Segundo Diretor Executivo, Luiz Mário, o Sicred chega à cidade com entusiasmo que o empreendimento desperta e o potencial de Lafaiete. “Escolhemos a cidade pelo seu perfil de cidade polo e agregação regional. Lafaiete é a porta de entrada na região e apostamos muito no sucesso do Sicred”, avaliou.

Estes dois empreendimentos fazem parte de conjunto de investimentos que chegaram a Lafaiete nos últimos 2 anos. Na contra mão da crise, a cidade vem consolidando sua vocação ao comércio e ao serviço. Os fatores mais diversos atraem os empresários, desde a renda per capita, ambiente político favorável, mercado potencial e localização estratégica.  O Prefeito Mário Marcus e o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Rafael Lana, são os mais entusiastas do momento histórico que Lafaiete presencia e as perspectivas de atração de novos investimentos.

Nas avaliações, a cidade recebeu mais de R$63 milhões aplicados na instalação de mais de uma dezena de empresas em Lafaiete. Em média geral, ao menos 1,3 mil empregos/indiretos foram gerados diretos e indiretos na economia local. “Acredito que estamos presenciado o surgimento do maior ciclo de prosperidade que Lafaiete. A escolha da cidade para a instalação de diversos empreendimentos não é por acaso, deriva de uma profunda análise de mercado e de potencial econômico. Nenhuma empresa séria amplia seus investimentos em ambiente incerto ou de risco”, salientou o Secretário.

Multinacional Japonesa Komatsu se instalará ainda este ano em Lafaiete/CORREIO DE MINAS

Empreendimentos

No ramo de alimentos, Lafaiete recebeu 3 grandes redes de hipermercados: BH, Mineirão Atacarejo e recentemente o Mart Minas, gerando cerca de 400 empregos diretos. Acredita-se que ainda este ano, o Supermercado Azevedo inaugure sua segunda unidade na parte baixa da cidade, próxima a Praça da Bandeira, no Bairro Carijós. O Supermercado Brasil também abriu uma nova unidade no Santa Efigênia e planeja outro investimento no Bairro Gigante, perto da BR 482.

Cinema, Araujo e UNA

Além dos empreendimentos, Lafaiete recebeu um aporte de mais de R$4 milhões com a instalação do novo cinema, Cine Ritz, e duas unidade da Araújo. “Conselheiro Lafaiete é um município de grande importância econômica para as cidades da região do Alto Paraopeba e Vale do Rio Piranga e dando seguimento ao seu plano de expansão em Minas Gerais, a Drogaria Araujo, além de contribuir com a geração de emprego e renda na região”, afirmou os representantes da Araújo. As duas lojas geram em torno de 50 empregos diretos.

Outro mega investimento na educação, que pretende revirar o setor, é chegada da unidade da UNA Lafaiete. São 12 cursos já em funcionamento. Os cálculos são de que o empreendimento deve gerar cerca de 150 empregos diretos e um investimento de cerca de RR 10 milhões.

Avalição

Ao falar da pujança atual de Lafaiete, Rafael citou alguns dos diversos outros investimentos privados que ocorrem neste momento na cidade. Na área da saúde, a inauguração do Hospital da FOB, de 2 unidade da Drogaria Araújo, a 2ª unidade da Drogasil e da Drogaria Minas Mais, a ampliação e melhoria das instalações da Ekosom, Image Diagnose, a reforma do prédio da Unimed, ampliação do Hospital e Maternidade São José, o início da construção de uma grande clínica de olhos.

Na área da educação, ele lembrou o investimento da FASAR na ampliação e na aquisição de equipamentos tecnológicos, na vinda da UNA com 17 cursos para a cidade. “Temos, ainda, a instalação de salas de cinema, novas agências bancárias do Sicoob e Sicred, uma 2ª unidade do banco Mercantil, a prospecção de uma 2ª agência da caixa, novos empreendimentos imobiliários por toda a cidade, criando mais de 15 novos bairros. Por fim, basta observarmos a cidade com olhar atento, temos novas portas abrindo a cada dia, dos atuais e de novos estabelecimentos, locais e de fora. É mais circulação de dinheiro na cidade e mais investimento local, é mais emprego e mais renda, por isso um ciclo virtuoso”, exaltou.

Rafael também destacou o ambiente político local que favorece a atração de empreendimentos no qual o prefeito Mário Marcus (DEM) abriu as portas para uma parceria de resultados com a iniciativa privada e a sintonia com um deputado estadual Glaycon Franco. Está convergência política foi capaz de assegurar segurança aos investimentos.

Número de empregos evidencia empregos em alta

Lafaiete lidera na região geração de empregos em 2019/DIVULGAÇÃO

Os números de empregos gerados é termômetro do boom econômico.  Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério do Trabalho, Lafaiete gerou nos dois primeiros meses de 2019, 246 novos postos de trabalho com carteira assinada, o maior da região. Congonhas gerou no mesmo período 188 e Ouro Branco 83.

De acordo com o Caged, as cidades da região conseguiram os melhores resultados nos últimos 3 anos quando as mais de 20 cidades pesquisadas chegaram 1.182 empregos.

Em 2016, no auge da crise, a região chegou a perder 4.681 empregos. Em Lafaiete, o impacto foi de quase 950 postos de trabalho fechados. Em 2017, a região voltou a perder empregos, na ordem de 542. Deste total, Lafaiete representou 319.

Gerdau prepara R$1,6 bi de investimentos

O plano de aportes da Gerdau para os próximos três anos prevê investimentos da ordem de R$ 7,1 bilhões em suas operações globais, incluindo a usina de Ouro Branco. Entre 2019 e 2021, as inversões na planta siderúrgica mineira somarão quase R$ 1,6 bilhão e serão destinadas à manutenção desta que é a maior usina do grupo gaúcho.

Gerdau – Alto Forno/Ouro Branco – Minas Gerais/ Foto: Eduardo Rocha/RR

Os aportes também foram classificados em três categorias: manutenção geral, manutenção na usina de Ouro Branco e expansão e atualização tecnológica. A empresa também vai aplicar os recursos em expansão de capacidade e atualização tecnológica focada em processos de maior rentabilidade. De maneira geral, a Gerdau vai ampliar em 530 mil toneladas em sua capacidade de produção de aço em diversas usinas na América do Norte (R$ 456 milhões), elevará produção de aços especiais em Pindamonhangaba (SP) e Monroe (EUA), com desembolso de R$ 789 milhões, e vai ampliar a produção de bobinas a quente em Ouro Branco em 230 mil toneladas, com aportes de R$ 380 milhões.

Parada programada

Além disso, destaca-se que parte dos investimentos a serem aplicados no Estado irá para iniciativas relacionadas à parada programada de modernização da usina de Ouro Branco, em 2022. Segundo o presidente, incluem uma série de iniciativas referente a parada programa de modernização da usina que ocorrerá em 2022. Já neste ano, será realizada parada programada de 60 dias no alto-forno 1 da usina e, em 2020 e 2021, estão previstas reformas graduais. “Trata-se de um equipamento de 20 anos, cuja capacidade instalada é de 3 milhões de toneladas por ano e com a retomada das atividades do equipamento ao finaLl dos 60 dias, ganharemos eciência e deveremos encerrar 2019 com volume de produção similar ao alcançado em 2018”, explicou. Ainda de acordo com a companhia, o abastecimento dos clientes será assegurado pela formação de estoques estratégicos

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