Segurança na barragem: vereadores criticam CSN e Bombeiros cobram da siderúrgica treinamento aos moradores para evacuar o local

Capitão Ronaldo e o Presidente da Câmara Adivar Barbosa/CORREIO DE MINAS

“O risco existe”. Esta foi a afirmação do Capitão BM Ronaldo Rosa Lima, comandante da 2ª Companhia de Bombeiros Militar, sediada em Lafaiete, em conversa hoje pela manhã durante sessão na Câmara ao falar sobre barragem da CSN, situada a menos de 500 metros de bairros urbanos. Ele lembrou que não é função dos bombeiros fiscalizarem as barragens, mas o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres Corpo de Bombeiros esteve na CSN para apurar suspeita de deslizamento da terra na barragem Casa de Pedra, provocado pela população que vive a jusante da estrutura. Segundo ele, após visita, outros órgãos responsáveis foram acionados, tanto que os técnicos Departamento Nacional Produção Mineral (DNPM) inspecionaram a CSN atestando que as boas condições do empreendimento, afastando riscos de rompimento.

Ele destacou o trabalho da defesa civil que deve estar empenhada na fiscalização e acompanhamento sobre a situação das barragens. “Não estamos aqui alarmando a população, pois o risco existe. Não existe nada com sem risco”, disse Ronaldo.

Ele antecipou que está cobrando da CSN a realização de um simulado de evacuação dos moradores próximos da barragem, mas esbarra na própria empresa que alega que faz estes procedimentos com seus funcionários.

Ronaldo lembrou que a siderúrgica deveria instalar sinalizadores, alarmes e sistemas de informação para garantir a segurança dos moradores, conforme previsto no plano de contingência. Questionado pelo vereador Feliciano Monteiro a respeito do tempo entre um rompimento e a informação aos moradores para evacuação do local, Ronaldo disse que não dispõe de condições técnicas para a resposta e sugeriu que a Câmara contratasse um técnico responsável por barragem para auxiliar e municiar de informações confiáveis. “Os moradores precisam estar bem informados”, sugeriu lembrando que as barragens e as enchentes são os principais riscos e adversidade que enfrenta Congonhas.

Os vereadores criticaram a falta de diálogo com a CSN com a comunidade e o poder público. “A empresa não tem canais de comunicação é é péssima em comunicação”, pontuou o presidente da Câmara, Adivar Barbosa (PSDB). No dia 21 de setembro os vereadores realizam nos bairros próximos a barragem a Câmara Itinerante onde vão ouvir os moradores.

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