Pacientes do CAPS AD são convidados a se tornarem guardiões da memória de Congonhas

O Centro de Atenção Psicossocial ao Usuário de Álcool e outras Drogas (CAPS AD) participa do projeto Museu Pra Todos, desenvolvido pelo Museu de Congonhas. Este ano o objetivo é atrair os cidadãos que ainda não participem das ações deste e do Museu da Imagem e Memória (Museu da Ladeira) para que se tornem Guardiões da Memória de Congonhas. Diversas temáticas relacionadas à cidade serão desenvolvidas com a participação de grupos, nos próximos meses, como o formado pelos usuários do CAPS AD. Nesta terça-feira, 30, os usuários e a equipe de profissionais deste serviço ligado à Unidade Regional de Saúde Mental (URSM) visitaram a exposição “Mulheres de Maio – Mães de Congonhas”, que fala do amor, da beleza e da força das mulheres e mães da Cidade dos Profetas. A mostra, O Centro de Atenção Psicossocial ao Usuário de Álcool e outras Drogas (CAPS AD) participa do projeto Museu Pra Todos, desenvolvido pelo Museu de Congonhas. A intenção do projeto é promover a autonomia e a inserção social desses indivíduos, para que eles ocupem de forma positiva os espaços, inclusive na história da cidade. Nesta terça, usuários e a equipe do CAPS AD visitaram a exposição “Mulheres de Maio – Mães de Congonhas”, que fala do amor, da beleza e da força das mulheres e mães da Cidade dos Profetas. A mostra, idealizada por Patrícia Monteiro com realização da FUMCULT, conta com imagens do fotógrafo Mauro Barros e pode ser conferida, de terça-feira a domingo, das 9h ás 17h, no Museu da Ladeira.  que fica aberta ao público, de terça-feira a domingo, das 9h ás 17h, no Museu da Ladeira,  conta com imagens do fotógrafo Mauro Barros.

Pacientes do CAPS AD são convidados a se tornarem guardiões da memória de Congonhas/DIVULGAÇÃO

Natural de Entre Rios e moradora de Congonhas desde jovem, M. J. N., mãe de um filho, fitou cada quadro deixando transparecer que se via representar por cada um deles. “Fiquei feliz de ver esta exposição que homenageia as mães. Conheço muitas delas. Em todos os lugares onde trabalhei, tinha duas, três crianças e em sempre cuidei muito bem delas. Numa dessas casas, cheguei como empregada e hoje sou madrinha de uma das filhas do casal. Agora a profissionais do CAPS AD é quem cuida de nós como se fôssemos filhos delas, com imenso carinho”, comentou.

A parte técnica deste projeto consiste em oficinas e visitações a essas duas instituições museológicas de Congonhas. “Nossos pacientes vão até o museu e a equipe de lá também pode conhecer nossos pacientes e nosso serviço. Assim, por uma via de mão dupla, inserimos os pacientes na sociedade e as equipes dos dois museus em nosso trabalho. A intenção do projeto é promover a autonomia e a inserção social desses sujeitos, para que eles ocupem de forma positiva os espaços, inclusive na história da cidade onde eles vivem. É exatamente este o aspecto terapêutico, porque assim eles alcançam um novo paradigma, frequentando esses lugares como todos os outros cidadãos podem e devem fazê-lo. Assim irão enxergar na cidade possibilidades de promoção de sua cidadania, e não de sua exclusão por estigma, pelo fato de serem usuários de álcool e outras drogas. Esta é a porta de saída da segregação, das barreiras sociais e, principalmente, é a via de acesso à sociedade da qual eles devem fazer parte. Este projeto Guardiões da Memória de Congonhas traz para eles esta responsabilidade de cuidarem da cidade, ao invés de serem vistos como problema social”, explica a coordenadora do CAPS AD, Suzi Silva.

Para Nathália Rezende Santos, coordenadora Pessoal e Gestão do setor educativo dos dois museus, “é extremamente importante abrir espaço para toda comunidade de Congonhas e região, não apenas para que tomem conhecimento da história da nossa cidade, mas para que haja a construção de um vínculo de pertencimento com o meio. É importante que eles se sintam parte dessa história e fabricantes dela. A parceria com o CAPS AD é a comprovação de que isso é possível!”.

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