Obra Retrato de Aleijadinho retorna para Congonhas

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No Dia do Barroco, comemorado nessa quarta-feira, 18 de novembro, Congonhas recebeu mais uma importante obra artística. Em reunião solene realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi assinado o Termo de Comodato entre a Secretaria de Estado de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (Fumcult), pelo qual a obra intitulada Retrato de Aleijadinho foi cedida para compor o acervo do Museu de Congonhas, que será inaugurado no início de dezembro.

Diversas autoridades participaram da solenidade requerida pelo Deputado Bosco, presidente da Comissão de Cultura da ALMG. A mesa de honra foi composta por Michele Abreu Arroyo, presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG); Andrea de Magalhães Matos, superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Minas Gerais; Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, secretário de Estado de Cultura; Bernardo Novais da Mata Machado, secretário adjunto de Estado de Cultura; os deputados estaduais Bosco, Durval Ângelo e Wander Borges; o prefeito Zelinho; o vice-prefeito Arnaldo da Silva Osório; e o Sérgio Rodrigo Reis, diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (Fumcult).

A obra Retrato de Aleijadinho, assinada por Euclásio Penna Ventura, pertenceu antigamente a Sala dos Milagres em Congonhas. A obra foi vendida em 1916 a um comerciante do Rio de Janeiro.Tempos depois foi adquirida por um antiquário e em seguida, arrematada pelo colecionar carioca Guilherme Guinle, que doou a peça para o arquivo público mineiro. O quadro posteriormente ficou no acervo do Museu Mineiro. A obra Retrato de Aleijadinho é considerada o retrato oficial de Antônio Francisco Lisboa por lei de autoria do então deputado Nelson Lombarde.

“É com muita alegria que Congonhas recebe novamente esse quadro emblemático da cultura mineira que foi tirado da cidade no passado e agora é devolvido nesse momento tão importante em que o Museu de Congonhas está prestes a abrir. Receber esta obra em Congonhas é fruto de muita negociação. Contamos com a ajuda do secretário Ângelo Oswaldo que tem essa sensibilidade especial pelo barroco e grande carinho pela nossa cidade. Nós estamos tentando também trazer várias outras obras para compor o acervo do museu”, afirmou Sérgio Rodrigo Reis, diretor-presidente da Fumcult.

Durante a solenidade, houve a apresentação do Coral Cidade dos Profetas, regido pelos maestros José Herculano Amâncio e Márcio Cipriano, com a apresentação do Hino Nacional e músicas barrocas. Os músicos Antônio Carlos Magalhães e Sérgio Anders apresentaram o recital de Tércio de Lobo de Mesquita.

Deputado Bosco, presidente da Comissão de Cultura afirmou que, “este momento é um ato histórico com o retorno desta obra bicentenária ao lugar de origem. Esta é uma forma de valorização e preservação da cultura mineira do interior do estado e uma medida de descentralização da cultura. A partir de agora, para presenciar a única referência à imagem do mestre Aleijadinho, as pessoas terão que ir a Congonhas”.

O Prefeito Zelinho aproveitou a oportunidade para convidar os presentes para a inauguração do Museu de Congonhas, que abrigará a obra, e que será inaugurado no início de dezembro. Também agradeceu ao todos envolvidos por essa grande conquista de trazer o Retrato de Aleijadinho de volta a Congonhas.

Esta sendo preparado um transporte especial para deslocar o Retrato de Aleijadinho do Museu Mineiro para o Museu Congonhas. Devido à importância artística e histórica da obra, são necessários cuidados especiais na acomodação, conservação e transporte do quadro.

Fotos:divulgação/SECOM

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