Maquinista lafaietense é confirmado como um dos mortos da tragédia de Brumadinho

O lafaietense, Anderson Luiz da Silva, 43 anos, conhecido como Anderson Stica, morador do Museu, foi identificado hoje a tarde entre os 110 mortos após o o rompimento da barragem I da mina Córrego do Feijão em Brumadinho. Seu corpo ainda está o IML de Belo Horizonte e sairá da Capital mineira por volta das 8:30 horas e o sepultamento deve ocorrer em torno das 10:30 horas em local ainda a ser definido

O lafaietense Anderson Silva

Os bombeiros conseguiram chegar ao maquinário onde estava Anderson, mas ele foi econtrado sem vida 6 dias após a tragédia. Ele e mais 3 funcionários da MRS se esconderam dentro de uma cabine blindada da locomotiva para fugir da lama. Eles preparavam para carregamento o pátio e iriam transportar o minério ao porto via Ferrovia do Aço. Anderson fez aniversário no dia 22 janeiro, 4 dias antes da tragédia e preparava no sábado, uma dia 26,uma festa com amigos.

Anderson foi localizado fora da cabine da locomotiva e tentou correr e não conseguiu. A locomotiva estava há mais de 20 metros de profundidade.

Os números

O número de desaparecidos caiu para 238. Até o momento, 71 corpos foram identificados. São os desaparecidos da região: Gustavo  Souza, Pedro Sena, Felipe José de Oliveira Almeida e Edson Rodrigues dos Santos são oriundos de Lafaiete. Em Congonhas: Josiane Santos, Miramar Antônio, Rodney Oliveira, Luiz Carlos da Silva Reis. Desde a tragédia, amigos e familiares usam as redes socais para buscar informações. Os trabalhadores da região, Jonatas Limas Nascimento, de Congonhas, e Wanderson  Oliveira Valeriano, de Barbacena foram sepultados.

Nota da MRS

“Com profunda tristeza, informamos o falecimento do colega Anderson Luiz da Silva, maquinista da Operação de Trens MG, carinhosamente conhecido pelos colegas como “Sthica”. Solteiro, morador da cidade de Conselheiro Lafaiete e ferroviário na MRS desde 1997, Anderson é mais uma vítima do desastre em Brumadinho.

Especialmente pela possibilidade de Anderson poder ter sido de alguma forma protegido pelas máquinas, houve um intenso esforço para determinar sua localização da forma mais precisa possível, com troca de informações com o comando de crise dos Bombeiros, em Brumadinho, a partir dos primeiros momentos após o rompimento. Ao longo desses sete dias, também mobilizamos recursos e equipamentos. O corpo de Anderson foi resgatado pelos Bombeiros fora da locomotiva.

Seguimos acompanhando os trabalhos, e monitorando informações sobre o colega Levi Gonçalves da Silva, colaborador da empresa Brasanitas, que continua entre as vítimas desaparecidas na catástrofe.

Em nome de cada ferroviário da MRS enviamos nossos sentimentos e nosso apoio à família, aos amigos e a todos os colegas de Anderson em Lafaiete e em todas as nossas demais regiões”, diz a nota.

 

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