Jogo de Cintura – Carnaval: Sodoma e Gomorra

Não haveria como escapar. O país paralisado desde o final de ano. E agora é carnaval. 5 a sete longos dias de folia, brinquedos e folguedos. Sofrimento camuflado em diversão. Em todos os níveis. Libertinagem corre solta, fruto de atitudes irresponsáveis e inconsequentes. Tudo muito complicado e difícil de aceitar e entender. Neste período, aparece uma exacerbada compreensão de liberdade, que, inevitavelmente, descamba para a libertinagem. Tudo é permitido, embora nem tudo nos convenha, como alerta o apóstolo Paulo.  Nossos jovens e adolescentes fazem seu mais intenso contato com o mundo da promiscuidade e das sevícias…. Parâmetro moral inexiste ou fica desativado por este período. Vale Tudo. Só não vale ser politicamente correto. Sodoma e Gomorra ficam debaixo do chinelo. Pobrezinhas. Daqui a nove meses, o resultado aparece. Famílias desfaceladas. Separações, divisões, clima de guerra fratricida. Irmãos matando irmãos. Tudo volta a funcionar somente depois do carnaval. Um povo que vive no contraditório: problemas graves na área da educação; saneamento básico; segurança pública; má administração pública em todos os níveis. Uma sociedade cada vez mais marcada por aparecimentos de novas e abastadas classes, que vão se transformando em castas sociais. Haja vista como estão desniveladas as remunerações dos servidores com aquilo que ganham os trabalhadores comuns, hoje no iminente risco de perderem seus mínimos direitos sequer a uma aposentadoria razoável. Os exorbitantes salários com os mais variados penduricalhos constitucionais dos poderes da República contrastam com a miséria da maioria da população. Estamos criando nababos e marajás na administração pública. Não podemos ficar indiferentes ao rompimento das estruturas democráticas, vivendo uma experiência de democracia, que engatinha ainda……. O carnaval só vem nos lembrar que vivemos com máscaras e das máscaras da indiferença do nosso dia a dia. Não importa nada, a não ser aquilo que é do nosso interesse. O bem comum que se dane! Importa aquilo de que eu preciso. Até quando viver com máscaras? Já dizia e cantava o poeta Cazuza: “que país é este?”

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