Jogo de cintura – Capela de Santa Efigênia

A belíssima Capela de Santa Efigênia, plantada no alto da colina, no bairro do mesmo nome, tem uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade. Ou pelo menos tinha. Como em todo o centro urbano, também ela não escapou da reestruturação de seu entorno e sofreu, como de fato vem sofrendo, com a alteração topográfica dessa região. Situado num lugar de fortíssimas correntes de ar, ao longo dos últimos 30 a 40 anos, vinha sofrendo ataques fortíssimos na sua estrutura de telhado, aparecendo goteiras e vazamentos, que comprometiam toda a sua estrutura. Precisava de uma reforma urgente, pois tanto o telhado quanto o forro estavam em situação calamitosa. Como é um bem tombado desde 2002, a curatela do Patrimônio Histórico da Comarca entendeu elaborar um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, para sanar as impropriedades advindas com a necessidade de novas construções no seu entorno e para corrigir imprecisões na rua que dá acesso à frente da Capela, decidiu-se, com a colaboração de empresários envolvidos na questão, pela reforma tão desejada. Assim fizemos. Renovação da estrutura de madeira para o telhado e amarrio de todas as telhas, na tentativa de enfrentar as fortes correntes de ar na região. Melhoria de toda a estrutura de parede, renovando o reboco de mais de oitenta por cento de toda a estrutura de alvenaria, repintura da parte externa e interna da Capela. Colocação de todo um novo sistema de SPDA: Sistema de Proteção de Descarga Atmosférica, cujo projeto foi feito por profissional qualificado e com larga experiência em para-raios, com colocação de um sistema de proteção que abarca toda a área da Capela, dado que o antigo não cumpria mais as funções para as quais fora colocado. Renovação de todo o entorno de passeio de acesso à igreja. Ainda que algumas pessoas na comunidade desejassem fazê-lo, por orientação do Arcebispo, durante histórica visita pastoral à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, sob cuja tutela e responsabilidade se encontra a Capela de Santa Efigênia, não mexemos no piso, uma vez que não encontramos mais ladrilho hidráulico, com tanta facilidade e o custo de novos ladrilhos, além de muito caro, não é mais um trabalho que se faz com frequência. O Arcebispo então orientou que se tentasse, como de fato fizemos, preservar o piso com ladrilho hidráulico, dado que se está tornando cada vez uma maior raridade. Assim fizemos. O projeto com orientações técnicas, a pedido da Curatela de Patrimônio da Comarca, foi elaborado pelo Dr. Heraldo Laranjo, da cidade de Oliveira. O mesmo arquiteto que elaborou todo o projeto de reforma da Matriz, já no longínquo ano de 2009. Numa pesquisa de prospecção feita por este profissional, chegou-se à conclusão e sugestão de recuperar as cores originais da Capela, como de fato está feito. Maldosa e dissimuladamente, num veículo de comunicação da cidade, pelo que soube, porque eu mesmo não ouvi, mas várias pessoas me procuraram, perguntando se eu iria me manifestar sobre a questão, foi insinuado que as cores da Capela poderia estar ligadas à preferência pelo Clube de Futebol, pelo qual sou fanático torcedor. Se num primeiro momento, isso tivesse me causado um certo mal-estar, porque jamais comprometeria minhas responsabilidades administrativas com gostos pessoais, fiquei muito tranquilo, e foi bom que isso tivesse acontecido, pois que no álbum de casamento da atual zeladora da Capela de Santa Efigênia, faz mais de trinta anos, a Capela tinha as mesmas cores que as atuais, razão pela qual a própria história desmente pessoas afoitas e intrigueiras, como tem sido hábito em Conselheiro Lafaiete nos últimos anos. Quaisquer comentários devem ser acompanhados de acurada investigação e constatação dos fatos, para não jogar lama na honra e na dignidade de qualquer pessoa. Fica, portanto, aqui uma palavra de reconhecimento e de agradecimento público ao Dr. Glauco Peregrino, Curador do Patrimônio Histórico e a centenas de pessoas que se mobilizaram, para que chegássemos a bom termo desta reforma. Ainda retornaremos, oportunamente, a essa questão.

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