Infraestrutura de esporte e lazer em Congonhas atrai atenção de entidades organizadoras do Basquete mineiro

O Ginásio Poliesportivo do Nova Cidade recebeu pela primeira vez, nesse sábado, 15, uma competição de basquete e de alto Nível. Três jogos movimentaram a 10ª rodada da Liga Amadora de Basquete, de Minas Gerais, graças ao apoio da Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Sel). Os jogos terminaram com os seguintes resultados: Xuá 50 x 74 IBC, Quinze Veranistas 60 x 49 Boomerangs, Lord 40 x 49 Miners, este último conta com o jogador congonhense e treinador de escolinha, Harrison. Os organizadores ficaram tão entusiasmados com a estrutura que já propuseram ao prefeito Zelinho e ao secretário de Esporte e Lazer, José Lúcio de Castro, que estiveram presentes ao Poliesportivo de Nova Cidade, a trazerem outras rodadas e um Festival de Basquete, organizado pela Federação Mineira de Basketball (FMB). Eventos como este servem de entretenimento ao público e incentivam garotos e garotas a praticarem o esporte.

O atleta e treinador de Basquete, Harrison Assis Bizerra, único jogador de Congonhas participando da LAB em 2018, diz que apresentações como esta servem de espelho para os garotos que anseiam jogar basquete, ainda que de forma amadorística. “A Liga Amadora de Basquete tem pretensão de fazer mais rodadas em Congonhas em decorrência do número de crianças e adultos interessados pelo esporte que passaram pelo ginásio das 13h às 18h e pela qualidade do ginásio. Um deslocamento da Capital para cá exige um esforço mínimo em relação aos que acontecem lá mesmo. O evento foi um sucesso, os jogadores saíram daqui muito satisfeitos com as condições de disputa e pelo acolhimento. Acredito que, com esses jogos acontecendo em Congonhas, mais atletas da cidade possam voltar a participar da competição. O evento tem propósito também educativo para alunos de escolinhas. Vi jogos com eles e perguntavam bastante, mas o jogo é autoexplicativo, com o passar do tempo já estavam entendendo as sinalizações da arbitragem”

A Federação Mineira de Basquete e a LBA têm a proposta, como forma de educar e incluir socialmente garotos e garotas a partir do esporte, por isso propõem a Congonhas a realização de um grande festival de Basquete aqui, com jogos festivos durante um final de semana para categorias de 13 anos para baixo. “Faremos contatos com as escolas públicas e privadas da cidade para que participem. Precisamos cada vez mais das famílias envolvidas com as crianças para solidificarmos mais este trabalho”, completa Harrison.

Em contato com a coordenadora técnica da Federação Mineira de Basketball (FMB), Cláudia Sales, o secretário de Esporte e Lazer da Prefeitura de Congonhas, José Lúcio de Castro, já deu o sinal verde para a realização do festival. “O Ginásio Poliesportivo do Nova Cidade agradou por, além de ter um espaço propício para a prática esportiva e para o público, possuir um salão de festas e até podemos adaptar alojamentos para os garotos.  Congonhas construiu os equipamentos e está fazendo eles funcionarem”.

Harrison é parceiro da Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura na escolinha para garotos, que ministra na Escola Municipal Michael Pereira de Souza, às terças e sextas-feiras, das 17h às 18h30. A Sel mantém outra escolinha, sob coordenação do treinador esportivo Bruno Ribeiro, no Ginásio Poliesportivo do Nova Cidade,  às terças e quintas-feiras, das 17h30 às 19h, com participação de meninos e meninas de 10 a 17 anos. As inscrições estão abertas na Secretaria de Esporte e Lazer, que funciona no Poliesportivo Central, à Praça Olímpica João Baeta, s/nº, na Praia, ou pelo telefone 3731-4374.

O aluno da escolinha da Michael, Janderson Meneses da Silva, de 12 anos, morador do bairro Tijucal começou jogando Basquete com o avô. “Na escolinha aprendo as regras como, por exemplo, que é falta tentar tirar a bola do adversário, se ele a estiver escondendo. Esta foi a primeira vez que acompanhei de perto uma partida de Basquete de alto nível. Achei mais legais os sinais feitos pelos árbitros. Tendo mais jogos, eu quero voltar. Congonhas poderá ter um time como esses no futuro”, acredita.

Outro aluno, Isac da Silva Assunção, de 11 anos, do bairro Nova Cidade, diz que o Basquete pode ensiná-lo a ter mais disciplina no convívio com as pessoas, na escola, em casa e na própria escolinha.
Estou ficando mais concentrado no que estou fazendo. A parte que me deixa alegre é jogar com meus companheiros, sou melhor no ataque. Sempre chamo meus amigos para participar das escolinhas”, diz.

Mesmo após a visita de representantes da Prefeitura de Contagem aos equipamentos da Sel, meses atrás, o diretor de Esporte da Prefeitura de Contagem, Wanderson, quer conferir de perto essa infraestrutura toda que  temos aqui para replicar lá. A Cláudia disse que desejaria que toda cidade tivesse uma estrutura como a nossa”, conclui o secretário da Sel.

Treinador do time Lord, de Contagem, Wanderson Trigueiro  lembra que a LAB foi criada para que os ex-atletas profissionais pudessem praticar o Basquete em alto nível. Ele destaca a importância do intercâmbio que acontece entre municípios que acontece quando jogos são levados para o interior do Estado. “Deixamos a quadra em que atuamos normalmente para conhecer novos ginásios e cidades. Não imaginávamos que Congonhas teria uma estrutura tão bonita e tão bem cuidada. O acolhimento na cidade foi maravilhoso. O primeiro passo para se construir novos atletas é a estrutura, com ela sucateada, não há o que fazer para a comunidade, aqui existe outro ginásio com ótima estrutura e outros sete pelo Município. Aqui está fácil para fomentar a prática do esporte para jovens e crianças”, considera.

Antes de ser treinador e diretor de Esporte da Prefeitura de Contagem, Wanderson Trigueiro foi jogador profissional de Basquete durante 27 anos. Por isso, tem motivos de sobra para defender a inserção da prática esportiva na comunidade. “Não há nada melhor do que trazer grandes espetáculos para a comunidade e chamá-la para acompanhar, o que faz esta valorizar mais as atividades esportivas da cidade. Assim ela passa a acompanhar mais as escolinhas e as equipes adultas locais, o que reforça este movimento que só traz benefícios para a cidade. O esporte é transformador”, garante.

Projeto social

Um dos fundadores da Liga Amadora de Basquete (LAB) e integrante da equipe Lord, de Congagem, Emerson de Oliveira Lopes, explica que este esta agremiação desenvolve um trabalho de inclusão social através do Basquete. “O esporte pode proporcionar esperança para as crianças, adolescentes e suas famílias, que encontram nele o campinho transformador de suas vidas. Eu mesmo tive uma experiência no mundo das drogas e da violência, e, quando encontrei o amor de Deus e o Basquete, isso mudou a minha vida e quero que isso chegue a outras pessoas também. Do nosso time adulto, somente cinco atletas de um total de 15 não são oriundos do nosso projeto. Alguns foram campeões mineiros, jogaram a Liga Ouro, foram profissionais Congonhas já começou este trabalho com a Sel e o Harrison. Primeiro é preciso ter disposição e amor no coração para superar as dificuldades, aí este trabalho vai ter a resposta necessária na comunidade. Congonhas está de parabéns, conversei com o prefeito [Zelinho] que me disse que há mais oito ginásios espalhados pelos bairros. Para uma cidade de 52 mil habitantes, isso é maravilhoso”, considera.

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