Hoje tem o clássico galo x raposa em Congonhas

Além de dois palcos para atender públicos de gostos diferentes, blocos da melhor idade, matinê para as crianças e o BloCão, o Carnafolia de Congonhas apresenta, ano a ano, outra atração peculiar: a rivalidade Cruzeiro e Atlético. A maior prova de que ela existe é que o Rapozama surgiu em 2004 e, no ano seguinte, o Beira-Galo já desfilava pela avenida Marechal Floriano Peixoto também. Enquanto o representante alvinegro comemora seus 13 anos na avenida, número que também simboliza o Galo, o bloco cruzeirense traz para a avenida a superação do jovem atleta Judivan. Como deve ser também nos campos, os torcedores foliões das duas torcidas se respeitam durante os desfiles.

O Rapozama traz todo ano para Congonhas personalidades ligadas ao Cruzeiro, como jogadores, dirigentes e cronistas esportivos. Este ano o homenageado será o atacante Judivan, que, em 2015, durante o  Campeonato Mundial Sub-20 de Seleções, sofreu grave lesão no joelho esquerdo. Desde então, o atacante sofreu com problemas pós-operatórios, novas lesões e cirurgias que o deixaram de fora das quatro linhas, mas retornou aos campos no final de 2017, marcando gol.

Judivan agradece pela lembrança. “Convido a todos para o Carnaval do Rapozama, aproveito para agradecer ao meu amigo Pelé e a Congonhas pela homenagem”.  O volante Bruno Silva também declarou: “Eu vou estar aí na homenagem ao meu parceiro Judivan, hein, tamu junto, abraço!”. O atacante Sassá, entre outros, aguardado para o desfile desta segunda-feira, às 22h, que contará ainda com o diretor de comunicação do clube, Serginho.

Foram confeccionados 650 abadás. Quem não é associado precisa pagar R$ 85,00 por ele. O fundador do bloco, Pelé, é também o intérprete do samba-enredo que este ano será o “Explosão de Superação”.

O bloco surgiu da Associação Torcida Organizada Rapozama, que possui 350 sócios-contribuintes e caráter filantrópico.  Na estreia, em 2004, homenageou o clube pela conquista da Tríplice Coroa. Foram para a avenida o jornalista Neuber Soares e a torcedora símbolo, Salomé. Em seguida, o Rapozama lembrou os presidentes Felicio Brand (2005) e irmãos Perrela (2006) e ainda o meia-atacante Kerlon (2007), o torcedor Paulinho da Mariinha (2008), o técnico Cuca (2011), o meia Montillo (2012), o atacante Martinuccio (2013), o técnico Marcelo Oliveira (2014), os goleiros Fábio, Raul e Rafael (2015), o atacante Arrascaeta (2016) e o técnico Mano Menezes (2017).

Beira-Galo

Como 13 é galo, o bloco carnavalesco Beira-Galo tem mais este motivo para comemorar o 13º aniversário em 2018. Segundo Hernane, proprietário do Bar Beira-Galo e um dos organizadores do bloco, “são aguardados cerca de 300 foliões, entre crianças, que vestem a camisa do clube, e adultos que vão de abadá. Os associados adimplentes recebem o abadá, que para os não associados custa R$ 100,00”. A banda Furiosa anima o desfile deste domingo, às 18h, e junto com o coro de foliões executa o hino do Atlético e músicas como “Bica Galo”.

Essa confraria de atleticanos surgiu em 2005 em uma reunião de amigos atleticanos no bar Beira-Rio, que fica na própria av. Marechal Floriano Peixoto. Eles criaram uma entidade com 100 sócios-contribuintes, que possui ainda caráter filantrópico. O ex-atacante Reinado Lima, que desfilou no ano de estreia do bloco, o também ex-atacante Marques, em 2012 e 2013, e a Charanga do Galo, entre 2005 a 2009, foram as principais atrações até agora.

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