Gigantes confirmam investimentos em Minas

Operação industrial de Ouro Branco mantém ritmo  forte de produção com minério próprio a 10 km de distância
Operação industrial de Ouro Branco mantém ritmo
forte de produção com minério próprio a 10 km de distância

Gerdau celebrou no último dia 8, o Dia Nacional do Aço, e mesmo em tempos de mercado desafiador, confirmou investimentos em Minas Gerais. Na usina Ouro Branco da Gerdau – maior planta industrial da siderúrgica no mundo –, 50% do aço produzido é exportado para Europa, Estados Unidos e Ásia, perfazendo de oito a dez países. A unidade está operando no máximo da capacidade há bastante tempo. O maior investimento hoje da Gerdau está em Ouro Branco, num total de R$ 3,2 bilhões para entrar na linha de aços planos. Para isso, já foi inaugurado um laminador de tiras a quente na usina, e o projeto de chapas grossas fica pronto até o fim de 2016 e início de 2017. De acordo com diretor industrial, Carlos Hamilton Pimenta, 50, os equipamentos estão todos na usina Ouro Branco onde a Gerdau está finalizando a montagem, com a obra civil praticamente pronta. “Já chegamos a picos de 10 mil pessoas na construção”, calculou. Pimenta explica que a capacidade da planta de 4,5 milhões de toneladas/ano não vai mudar. “Na verdade, estamos manufaturando mais o produto, ou seja, agregando valor, e conseguindo atender uma diversidade bem maior de clientes”, afirmou. O diretor industrial da usina de Ouro Branco conta que a unidade já está atingindo a capacidade do laminador com investimento feito há muito pouco tempo. “Outro desafio importante é manter a competitividade, manter a operação full, a planta cheia. Porque a estrutura de competitividade, de custo é muito grande. O custo fixo é muito alto, então precisamos do volume para manter a competitividade”, disse. CSN CSN está realizando grande investimento em Minas Gerais na área de cimentos. O projeto, que envolve R$ 1,8 bilhão, contempla duas fábricas de cimentos nas cidades de Arcos e Romaria. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) atuou, nas últimas semanas, na articulação entre a empresa e os municípios. A ação resultará na assinatura de um Protocolo de Intenções com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi). Serão construídos um forno de clinquer (matéria-prima para a fabricação do cimento) e três moagens, duas em Arcos e uma em Romaria. A CSN possui grandes investimentos em Minas Gerais, destacadamente em Congonhas, onde funcionam suas unidades especializadas em minério de ferro. “A empresa sempre acreditou e segue acreditando no estado de Minas Gerais como um parceiro estratégico para os empreendimentos da companhia”, afirma o diretor Institucional da CSN, Luiz Paulo Barreto. O novo projeto irá complementar a produção da unidade da CSN em Volta Redonda (RJ), ao mesmo tempo em que irá fomentar a indústria de Minas Gerais. A produção de cimentos da CSN aumentará de 2,4 para 5,4 milhões de toneladas/ano. “É de extrema importância incentivarmos a expansão de uma fábrica cujo setor é referência e fundamental para a economia mineira”, acredita o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso. O investimento irá gerar cerca de mil novos empregos no estado. Segundo informado pela empresa, a expansão das atividades de cimentos no estado irá contribuir para a diversificação da atividade econômica, profissionalização e especialização da mão-de-obra, além do fomento ao setor terciário. Toda a região será beneficiada.

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