Garimpando – Um bairro encantado – 8

Avelina Maria Noronha de Almeida

                                                      avelinaconselheirolafaiete@gmail.com

CAFÉ COM MEMÓRIAS

 São Benedito, rogai pelas bordadeiras do Bairro São Benedito!

            Para coroar as atividades relacionadas com as Bordadeiras de São Benedito, fomos assistir à Reunião Mensal das Bordadeiras do Bairro São Benedita. Que belo encontro! Silvana até criou um nome sugestivo para aquele momento: CAFÉ COM MEMÓRIAS.

            CAFÉ porque foi carinhosamente preparado e, além da saborosa bebida nacional, a mesa estava farta de iguarias deliciosas: bolos, biscoitos, outras quitandas, tudo caseiro.

            MEMÓRIAS porque, além das bordadeiras, estavam presentes o presidente da da Associação de Bairros, Sr. Geraldo Sabino; a Presidente da Associação das Bordadeiras, Fátima Aparecida Paixão; e vários moradores do bairro, alguns mails antigos como D. Alexandra Vitorino, D. Araci Eulália e D. Maria das Dores Lage , que contaram suas memórias do passado naquele bairro.

O Sr. Geraldon Sabino, que está na foto acima, presenteou-nos com uma verdadeira aula da história do bairro, falando sobre o início do povoamento, as primeiras famílias, como foi crescendo e as pessoas que se destacaram nas atuações. Depois passou, com detalhes, a informar sobre as características geológicas e de sobreviência daquele povoado.

            As fotos que ilustram a reunião são todas do acervo de Silvana de Francia.

Fátima Aparecida Paixão também discorreu sobre as atividades da Associação, um relato muito importante.

Foram, assim, momentos muito felizes vividos na reunião das bordadeiras. A ELAS A MINHA HOMENAGEM DE ADMIRAÇÃO E CARINHO.

            Antes de terminar esta série de artigos, também quero apresentar a minha homenagem devota ao padroeiro do bairro: o grande e milagroso SANTO BENEDITO.   No site “SÃO BENEDITO – HISTÓRIA E ORAÇÃO – Igreja Parati” achei um belo texto sobre São Benedito e vou transcrevê-lo após a foto do santo:

Imagem da Internet
             O caso mais extraordinário acontecido durante o tempo em que Frei Benedito governou o convento foi uma multiplicação de pães. É um fato onde se vê claramente a presença de Cristo na pessoa de Benedito, acudindo os

pobres e famintos.

        Apesar de o convento também viver de esmolas, a ordem do Guardião ao irmão porteiro era clara: nenhum pobre sem atendimento. Nenhum mendigo despachado sem uma ajuda. Assim queria Benedito que se vivesse o preceito de Jesus: “Dêem de graça o que de graça receberam” (Mt 10,8).

        Certa vez, ao distribuir pão aos pobres, o porteiro, Irmão Vito da Girgenti, percebeu que a fila ainda era grande, e que na cesta restavam apenas poucos pães, que davam exatamente para os membros do convento. Encerrou, então, a distribuição e despachou o resto dos pobres. O fato chegou ao conhecimento do Guardião, que intimou o bom porteiro a correr e chamar de volta os pobres que ficaram sem pão.

          – “Dê aos pobres tudo o que estiver na cesta, disse Benedito, que a Providência divina achará um meio de socorrer-nos”.

          Os pães, naquele tempo, geralmente eram feitos em casa. Não havia essa facilidade que temos hoje de correr a uma padaria na esquina. Aqueles pães doados aos pobres eram, então, os últimos, até o cozinheiro ou padeiro do convento fazer mais. Por isso o irmão porteiro ficou meio espantado com a ordem recebida, mas obedeceu. Chamou os pobres e pôs-se a distribuir-lhes os pães restantes. Foi aí que percebeu que alguma coisa de extraordinário estava acontecendo ali. O pão da cesta não se acabava; quanto mais ele tirava, mais aparecia. Foi uma nova multiplicação de pães, como aquela de Jesus no deserto. Espanto e alegria encheram o coração do porteiro. Terminada a distribuição, outra maravilha; na cesta ficaram exatamente aqueles pães que ele havia reservado para a comunidade. Nenhum a mais nem a menos.

          Não temos outros São Benedito, mas o exemplo dele, bem como de Santo Antônio, fazem que, anualmente, apareçam muitas almas caridosas que distribuem milhares de sacos de pães aos pobres, em memória do gesto desses santos.

 

          São Benedito, filho de escravos, que encontrastes a verdadeira liberdade servindo a Deus e aos irmãos, independente de raça e de cor, livrai-me de toda a escravidão, venha ela dos homens ou dos vícios, e ajudai-me a desalojar de meu coração toda a segregação e a reconhecer todos os homens por meus irmãos. São Benedito, amigo de Deus e dos homens, concedei-me a graça que vos peço do coração. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. 

       São Benedito rogai por nós !”

SÃO BENEDITO, ROGAI PELAS BORDADEIRAS DO BAIRRO SÃO BENEDITO!

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