Fórum lançou perspectivas ligadas ao setor mineral e a diversificação econômica

O 1º Fórum de Negócios de Congonhas, organizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e suporte de outras, em parceria com o SEBRAE e a FIEMG marcou o início do debate sobre a economia local e apontou proposições para o futuro próximo. O evento contou ainda com o apoio da Associação Comercial de Congonhas, IFMG, Ferros, CSN, Gerdau, VALE e In Group. Autoridades, como o prefeito Zelinho, secretários municipais como o de Desenvolvimento Sustentável, Christian Souza Costa, o deputado federal Marcus Pestana, vereadores,  além de especialistas em diversas áreas do desenvolvimento econômico, empresários, alunos do IFMG e o público em geral acompanharam uma extensa programação de manhã e à tarde no Museu de Congonhas.

O prefeito Zelinho lembrou que existem em Congonhas e Ouro Branco mais de dez cursos de engenharia entre o IFMG e a UFSJ, além dos cursos técnicos. “Este é o pontapé inicial para avançarmos nesta área, cirando aqui um polo tecnológico e nossos jovens talentos não precisarem mais deixarem a cidade e, em muitos casos, o País. Para tantos outros jovens este também poderá ser o caminho para ingressarem no mercado de trabalho. Aqui temos a maior usina de aço do Brasil, que é a Gerdau, uma das maiores mineradoras do mundo, que é a VALE, a CSN, que é a segunda maior mineradora do Brasil, além de Ferros e Ferro +, e do lado a VSB, em Jeceaba. Temos empresas, bons alunos, muitos deles oriundos da nossa rede municipal na qual investimos muito. O que falta agora é unirmos forças com o SEBRAE e a FIEMG. Agradeço muito aos empresários que acreditam na nossa cidade”, discursou o prefeito.

Também presente à abertura do evento, o deputado federal Marcus Pestana, falou mais como economista do que como político à plateia presente ao Museu de Congonhas. “Vivemos a maior recessão econômica brasileira entre 2014 e 2016. Agora estamos começando a sair da crise. Há muito capital líquido querendo entrar no Brasil. Aqui na região temos grandes empresas com poder de absorver parte deste investimento. E as ramificações que este fórum propõe surge deste grande polo metalúrgico. Então vamos incentivar as pequenas empresas a se organizarem e se beneficiarem também desta riqueza gerada pelo minério. Isso será bom para todos, inclusive para a população local”, afirmou.

Durante o encontro, o prefeito Zelinho sancionou o Programa Municipal de Apoio às Startups e a Criação de Empresas de Inovação e Tecnologia. A Câmara Municipal aprovou o projeto de lei, por entender a necessidade de se efetivar esta iniciativa no Município. Este é um programa inovador e que é desenvolvido em poucas cidades brasileiras.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Sustentável e articulador do 1º Fórum de Negócios de Congonhas, Christian Souza Costa, os objetivos do Fórum foram alcançados. “Propusemos um caminho de diversificação econômica. Agora o governo vai poder investir nas iniciativas inovadoras que surgem no IFMG e UFSJ. Vamos tentar trazer a rede municipal de ensino para esta grande conexão que estamos estabelecendo. Congonhas foi pré-selecionada pelo Governo do Estado para participar do Minas Inova, programa totalmente voltado às startups, criando um ecossistema de inovação e a possibilidade de investimento de recursos do Município em iniciativas com potencial de se transformarem em um negócio. Esse é um caminho que temos de percorrer agora. Há condições favoráveis para desenvolvê-lo em Congonhas e nossa equipe está preparada para esta tarefa”, garantiu.

A ideia da criação de um programa voltado para as startups e áreas afins surgiu após os estudantes Túlio Niquini e Kleider Matheus procurarem a a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura (SDS).  “Eu tive uma ideia, procurei o Kleider, que a melhorou, ficamos 5 meses criando uma apresentação para levar até o secretário Christian, para que ele nos ajudasse a tirar do papel a KT, que trabalha com gestão de pessoas para o comércio de Congonhas e do próprio consumidor, por meio de um banco de dados, para que consigam se organizar”, diz Túlio.

“A SDS nos recebeu de portas abertas, estudou nosso projeto e encurtou os caminhos para buscarmos conhecimento técnico”, lembra Kleider. A empresa já vai iniciar suas atividades, assim que detalhes do site e o aplicativo forem resolvidos. “Vemos o celular 159 vezes por dia em média, quem não buscar a tecnologia como suporte vai perder informação, e por consequência benefícios”, garantem.

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