Famocol busca parcerias para promover o protagonismo e fomentar a geração de renda das associações comunitárias de bairros

Lideranças discutiram projetos colaborativos e cooperativos capazes de gerar renda

O principal eixo das discussões e debates na reunião mensal da Federal das Associações Comunitárias (Famocol) foram as regularização, atualização e legalizações das entidades visando a captação de recursos para projetos capazes de promover a auto sustentabilidade e a geração de renda. O tema despertou a atenção das lideranças que lotaram o Solar Barão de Suassuí realizada na noite desta segunda feira (17).

Amanda Rosa Andrade, representante de cartório assinalou a importância das associações de bairros estarem em dia com suas obrigações e traçou orientações para que elas se organizem para se habitarem em projetos. Ele explicou as diversas mudanças promovidas pelo novo marco regulatório das entidades civis tornando mais rígidas a legislação, principalmente com a responsabilização das diretorias.

Projetos e parcerias

A Presidenta do Instituto Meraki, Marluce Albino, uma Ong lafaietense fundada com os princípios de fomentar parcerias e projetos em diversas áreas, através da mobilização, organização e articulação, reforçou a legalização das entidades/associações como o principal entrave para que sejam afastadas do processo de captação e habitação em recursos.

Marluce colocou a Ong a disposição das lideranças para regularização das associações e elaboração de projetos sociais e culturais capazes de alavancar e financiar projetos específicos de acordo com a identidade do bairro. O Instituto Meraki desenvolveu dispõe de uma Central de Atendimento as Entidades Sociais (CAES) voltada às associações na busca de informações como também em capacitação e empreendedorismo.

Palestrantes receberam certificado de participação e reforçaram a importância da regularização das associações

Ele citou que através de uma parceria UNA, a faculdade vai fornecer estudantes para auxiliarem a Ong na regularização e legalização das entidades sociais. “As associações precisam estar preparadas para receber diversos projetos sejam em emendas parlamentares, projetos e editais em diversas áreas como cultural, social, criança e do adolescente entre outros”, assinalou. Ele citou que a Polícia Federal repassa às entidades equipamentos e produtos oriundos de apreensões, mas a regularização é ponto imprescindível.

Marluce assinalou que a articulação das associações é fundamental.  Ela relatou que o projeto social Roda Moinho está pleiteando a aquisição de uma mini gráfica que poderia atender as entidades de forma colaborativa, associativista e cooperativa. “Assim como esse projeto podemos desenvolver outros para buscarmos parcerias capazes de promover a auto sustentabilidade das entidades através de fonte de financiamento em uma grande rede solidária”, observou. Ela sugeriu que a Fomocol seria a entidade capaz de mobilizar as entidades.

Entidades

Acredita-se que das mais de 90 associações de bairros ao menos 80% estão em situação irregular. O Presidente da Associação de Bairro São Benedito, Geraldo Sabino, apresentou diversos projetos desenvolvidos pela entidade como os cursos de solda, música, dentre outras ações desenvolvidas no bairro que promovem a cidadania e geração de renda e emprego.

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