Familiares denunciam transferências arbitrárias de presos no presídio de Lafaiete e situação chega a Assembleia de Minas

Desde segunda-feira, dia 20, o presídio de Lafaiete vive um clima de insatisfação e revolta motivadas pelos maus-tratos e superlotação as celas. Familiares acionaram a redação do site Correio de Minas denunciando que hoje, dia 22, 10 detentos foram transferidos de forma involuntária e arbitrária, sem comunicação a seus entes, para diversos presídios espalhados pelo Estado, como Três Corações, Aimoré, Ubá, Mantena, etc. Na segunda-feira, 20, 6 outros presos também foram encaminhados para outras unidades prisionais por supostamente liderarem motim em Lafaiete.

Restos de alimentação deixados do lado de fora do presídio em que relata greve de fome

Hoje, dia 22, a representante do Ministério Público esteve no presídio e ouviu relatos das condições sub-humanas em que vivem os presos, chegando a 33 em apenas uma cela. Familiares enviaram a nossa redação fotos em que mostram restos de comida depositados do lado de fora do presídio, confirmando greve de fome de muitos detentos. Eles disseram também que novos detentos serão transferidos nos próximos dias.

Ontem, dia 21, os familiares procuram os vereadores de Lafaiete e entregaram uma carta escrita de próprio punho pelos presos, em que relatam as condições precárias da unidade. Nesta quinta-feira, dia 23, estão previstas várias manifestações dos presos.

Audiência e entrevista

Com exclusividade, nosso site descobriu agora há pouco que o deputado Glaycon Franco (PV) conseguiu aprovar na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas requerimento para a realização de uma audiência pública, ainda sem data definida, para discutir problemas e propor soluções para presídios de Minas, incluindo o de Lafaiete.

Amanhã também o juiz da Vara Criminal e de Execuções Penais, Paulo Roberto da Silva, concede entrevista à imprensa para explicar a situação do presídio de Lafaiete, diante do motim dos detentos. Na sexta-feira, 24, será inaugurada em Lafaiete a Apac (Associação de Proteção e Amparo) que tabalhava uma mova metodologia de inserção, dignidade e resgate da auto estima das recuperandas.

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