Entre Rios perde seu casario colonial e parte de sua história se desmancha na omissão de seu povo e na complacência do poder público

Casarão foi jogado ao chão
Casarão foi jogado ao chão/Reprodução
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Entre Rios perdeu o brilho e o charme de seu casario histórico/Reprodução

Entre Rios de Minas completou 303 anos de fundação quando o primeiro morador do lugar, o português, Pedro Domingues, obteve sesmaria concedida por D. Brás Baltasar da Silveira, em 20 de dezembro de 1713, no caminho novo que vem da vila de São João del-Rei para as Minas Gerais, na paragem chamada o Bromado.

Porém a cidade vem perdendo sua história desenhada no belo casario. Isso porque recentemente uma das casas do centro de Entre Rios que compõe o acervo histórico do município foi demolida na segunda quinzena de dezembro. Segundo informações da Secretaria Municipal de Cultura, a Prefeitura e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Cultural, o Codec, aprovaram expressamente a derrubada do imóvel, localizado entre a Igreja Matriz e a sede da Prefeitura.

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Antiga casa que foi demolida recentemente/Reprodução

O fato causou polêmica nas redes sociais, reacendendo o debate na comunidade sobre a ameaça de deterioração do casario histórico – a maioria do século XIX e testemunho material dos mais de 303 anos de fundação de Entre Rios. A Secretaria de Cultura, por sua vez, alega que a casa será agora reconstruída de acordo com as características originais.
Outro patrimônio que foi desmanchado é um antigo imóvel também situado na Praça Senador Ribeiro, chamada de “Casa do Fernando”. Depois de longa tramitação e negociações, o projeto final aprovado no Codec se afastou parcialmente das características originais da edificação. As informações não oficiais são de que o novo imóvel será alugado ao Banco do Brasil que instalará no local sua futura sede, uma vez que a atual agência na Avenida Benedito Valadares tem sido alvo de assaltos e explosões, além de sofrer de escassez de cédulas nos caixas eletrônicos.

Vale destacar que dos imóveis coloniais remanescentes, grande parte demanda reformas e melhorias urgentes. Mas uma possível cultura de salvaguarda ainda esbarra na complacência e indiferença do setor competente e das autoridades locais.

Inventariados no passado como pertencentes ao imobiliário histórico municipal, essas construções aguardam o tombamento definitivo pelo Poder Publico. Até lá, o fomento, a conservação e a preservação estão sob os efeitos do crescimento e especulação imobiliários. Contribuir para essa cultura está entre os desafios da administração do prefeito eleito Jose Walter.

Fica a pergunta: será que as futuras gerações ainda contemplarão os belos exemplares do século XVIII e XIX ainda existem na cidade e que contam grande para da história local?

( Matéria enviada por um internauta/Fotos: Reprodução)

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