Contradição e troca de acusações marcam primeira fase de julgamento

Justiça interceptou ligações telefônicas do pai e da ré para acertarem depoimento 

Acontece nesta manhã, (3), a sessão do Tribunal do Júri que julga Deborah Milagres Monteiro. Ela é acusada de envenenar o leite em pó que servia de alimentação para o filho de seu companheiro e fruto de um relacionamento extraconjugal com Jussara da Silva.

Nesta primeira fase, estão sendo ouvidas as testemunhas, a maioria em caráter de informante.
A mãe da vitima, Jussara relatou que após a morte de Miguel, foi informada de que Deborah teria até cogitado matá-la quando ainda estava grávida.

Contradição e troca de acusações marcam primeira fase de julgamento/CORREIO DE MINAS

Outras testemunhas informaram ainda que Deborah teria dito, durante o velório de Miguel, que havia tirado uma pedra do sapato.

Antônio Fernandes Duarte, irmão de Anderson, pai da criança, confirmou que Deborah ofereceu a ele dinheiro para matar Jussara. Antônio também alertou Jussara em relação aos alimentos que eram dados por Deborah a criança. Ele ainda afirmou ter visto Deborah dando gargalhadas no velório de Miguel.
Saulo Nogueira médico legista da Polícia Civil relatou em laudo que a intoxicação por cianeto é incompatível com o quadro apresentado pela criança.

Protesto marca júri popular que ocorre nesse momento em Lafaiete sobre julgamento em que autora teria envenenado bebê/REPRODUÇÃO

Anderson Duarte, pai da vítima, relatou desentendimentos entre Deborah e Jussara. Ele informou também que seu irmão o alertou em relação a atitudes de Deborah. Anderson afirmou que foi ele quem comprou o leite em pó. Neste ponto, ele entrou em contradição, já que outros depoimentos relatavam que Deborah foi quem comprou. Houve ainda contato telefônico entre Anderson e Deborah para acertarem o depoimento.

Anderson também relatou que foi alertado em relação a Jussara que teria sido a responsável pelo envenenamento da criança.

A próxima fase da sessão contará com o depoimento da ré, Deborah.

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