Congonhas ganhará teatro para 300 lugares projetado por renomado arquiteto

Congonhas ganhará teatro para 300 lugares projetado por renomado arquiteto/Divulgação

A obra da restauração da Romaria, orçada em, aproximadamente, R$ 5.522.977,86, será de responsabilidade da empresa Sengel Construções, contratada via licitação, e deve começar no prazo máximo de cinco dias, sendo que sua execução está prevista para ser concluída em 14 meses.

O trabalho será executado em duas frentes: uma para a restauração do Centro Cultural da Romaria e outra para a construção do Teatro Municipal. De autoria do arquiteto Sylvio de Podestá, o projeto prevê a integração desses espaços ao Parque Ecológico da Romaria.

A Romaria passou a abrigar, em 1995, uma grande estrutura destinada à preservação da história, da cultura, das artes, do lazer e do turismo de Congonhas. Para dar continuidade ao projeto idealizado naquele ano, o arquiteto Sylvio de Podestá adequou as novas demandas culturais do Município, promovendo sua repaginação com uma interpretação contemporânea face sua verdadeira vocação.

Assim, o novo projeto vai fomentar o desenvolvimento artístico e cultural da cidade, cujo espaço será aberto a vários grupos que participarão de um vasto programa de atividades.

O espaço terá novas instalações, seguras, conforme as normas técnicas vigentes, e acessível, além de proporcionar locais agradáveis que permitam a permanência de seus usuários e a interação social dos diversos segmentos culturais.

O secretário municipal de planejamento, Antônio Odaque, explica que, após sua demolição, o projeto da Romaria contemplava um espaço para aulas de dança e um teatro. Para dar continuidade a essa ideia, foi contemplada, no novo projeto, a construção do Teatro Municipal de Congonhas. “A exemplo de todas as cidades históricas de Minas Gerais, vamos ter uma teatro municipal, exatamente na área de maior importância cultural em Congonhas, porque é a região tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade. Teremos um novo teatro, para quase 300 lugares. Aliado a isso, faremos a requalificação das ruas da Recordação e Alípio Barbosa”, diz.

A secretária municipal de Obras, Rosemary Aparecida Benedito completa: “Essa é uma luta pela qual estivemos trabalhando desde 2013. Saímos à frente e conseguimos essas vitórias. O IPHAN nos deu credibilidade porque tínhamos os projetos em mãos, íamos à Brasília. Estávamos pleiteando o custo para a reforma da Romaria e sabíamos que tinha um teatro a ser construído. Chamamos o arquiteto Sylvio Podestá e aí engrenamos essa possibilidade. O IPHAN, com toda a boa vontade, incorporou essa ideia e liberou o orçamento”.

História

Localizada na Alameda Cidade de Matozinhos de Portugal, dentro da área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Romaria era utilizada como pousada de romeiros e abrigo aos milhares de fiéis que vinham à cidade de Congonhas participar da centenária festa do Jubileu do Senhor Bom Jesus.

Sua construção é do início do século, e foi desativada no início da década de 60 pela administração do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, foi vendida a um grupo empresarial do Rio de Janeiro, que pretendia construir ali um hotel ou um conjunto habitacional. Da obra original, demolida em 1966, só restaram os pórticos de entrada do antigo prédio, mantendo as características arquitetônicas do projeto original com parte dos alicerces de pedra de uma das antigas alas.

Em 1993, a Prefeitura recuperou o terreno, resgatando um valioso patrimônio de sua história, com a contratação do projeto arquitetônico, de autoria do arquiteto Sylvio de Podestá, compreendendo a restauração do pórtico, a reconstrução das quatro alas, a construção de um anfiteatro e um teatro, na parte posterior da Romaria.

A Nova Romaria foi especialmente projetada para reunir harmoniosamente, em um espaço vivo e dinâmico, tornando um ponto de encontro e realização de shows e outros eventos culturais, o Museu de Mineralogia, restaurante e parte administrativa da FUMCULT – Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo.

A execução da obra foi iniciada, e concluída parcialmente, sendo inaugurada em 30 de julho de 1995, a restauração dos pórticos e as quatro alas. O anfiteatro e o teatro não foram executados.

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