Câmara de Lafaiete debate hoje situação da BR-040

Está marcada para hoje (24) uma Audiência Pública que objetiva apresentar os estudos realizados pela Comissão Especial da Câmara de Vereadores de Lafaiete instaurada para elaborar as propostas e encaminhamentos de interesse do município para que sejam contempladas em eventual edital de relicitação da concessão da BR-040, importante via que liga Estado de Minas à Brasília e ao Rio de Janeiro.

O debate às 18:00 horas, na Câmara Municipal e contará com a participação de lideranças comunitárias, políticas, autoridades locais e com a participações dos deputados federais Padre João e Fred Costa. O petista é autor de requerimento que solicita audiência pública na Câmara dos Deputado para debater a situação grave em que vivem os usuários e moradores das margens da BR-040, além de ter sido um dos mais atuantes na luta por melhorias e mais segurança na rodovia.

 Audiência Pública debate situação da BR-040 em Brasília

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados Federais já aprovou o requerimento de número 26/2019, de autoria do deputado federal Padre João (PT-MG), para debater a situação grave em que vivem os usuários e moradores das margens da BR-040, no trecho que compreende a capital federal, Brasília, até a cidade mineira de Juiz de Fora, diante da não realização de obras de duplicação por parte da concessionária.

A convocação feita pelo deputado prevê o comparecimento da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge; o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Junior; o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), Antônio Leite dos Santos Filho; o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio; o presidente da Via 040/Grupo Invepar, assim como o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda e representantes da Associação Regional dos Engenheiros e Arquitetos de Conselheiro Lafaiete.

Atual concessionária da via não vem cumprindo acordos do contrato de concessão com governo/DIVULGAÇÃO

A Rodovia da Morte, como é mais conhecida a BR, é uma das principais rotas do Estado de Minas Gerais, escoando riquezas e interligando pessoas. A população vem cobrando melhorias, maior fiscalização e também a duplicação, em especial nos trechos com maior índice de acidentes, que compreende a região metropolitana de Belo Horizonte a Barbacena.

A BR-040 está sob a responsabilidade da concessionária Via-040, pertencente ao Grupo Invepar. Pelo contrato, a empresa teria que duplicar todo o trecho até o final de 2018. O prazo venceu e só foram duplicados 70Km, na saída de Brasília e em pontos não estratégicos; onde o custo da obra é mais barato.

A situação é grave. O pedágio é cobrado dia e noite, desde 30/07/2015, nas onze praças espalhadas por todo o trecho e pouca mudança foi feita em prol da população. “É uma vergonha! O povo está pagando por um serviço que se resume em operação tapa buraco e corte de grama nas laterais da BR. Queremos a duplicação, conforme estabelece o contrato. Duplicação de viadutos e pontes, construção de passarelas e alça de acesso para as comunidades. Só no trecho entre Lafaiete e Congonhas existem duas pontes e cindo viadutos, todos estrangulados, com apenas uma faixa em cada sentido. E é o trecho com maior tráfego de caminhões e carretas, por causa das siderúrgicas e mineradoras presentes nos municípios próximos dali. Acidentes, mortes, mutilações e congestionamentos são problemas diários enfrentados por todos. Temos que resolver isto. Chega!” denuncia Padre João.

Via-040 não cumpre acordos com o poder público e não faz obras previstas em contrato

 A luta por melhorias na BR-040 é uma exigência antiga, principalmente por parte da população que vive nas cidades que margeiam a via e daqueles que nela circulam. No trecho sob a responsabilidade da Via 040, são 32 municípios cortados pela BR.

O pedido feito pelo deputado Padre João é para que sejam apresentadas soluções por parte do Grupo Invepar e do Governo Federal, pois a população não aguenta mais ser enganada e lesada. Quem paga os danos causados aos veículos e o atraso e perda nas entregas de cargas? E as mortes e mutilações causadas? Do jeito que está não dá! A população precisa de soluções”, concluiu.

 

 

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