Câmara de Lafaiete aprova moção de repúdio a governador Romeu Zema pela privatização da Cemig; “vão deixar só o osso”, alerta Sandro

A moção de repúdio, apresentado pelo vereador Sandro José (PSDB) ao Governo de Minas por conta da provável privatização da Cemig dominou os debates na Câmara e uniu o discurso de edis das mais variadas e antagônicas matizes políticas. Além de se dirigir ao governador Romeu Zema (Novo), a moção será encaminhada também deputados estaduais e federais, além de senadores mineiros. O gesto busca angariar apoio no legislativo estadual para barrar a medida almejada pela administração estadual.
Defendendo a importância da Cemig para o estado, Sandro afirmou que a empresa contribuiu para a construção de Minas Gerais. “Também precisamos ressaltar que a Cemig tem sua viabilidade econômica além de garantir grande retorno social e qualidade nos serviços prestados”, defendeu, afirmando que a pretensa privatização não pode ser feita sem escutar a base da categoria e sem uma justificativa plausível.

Funcionários da Cemig marcaram presença na reunião da câmara na noite de ontem (03)/DIVULGAÇÃO

O vereador ainda busca sensibilizar os deputados estaduais, que tem a responsabilidade de aprovar ou não a privatização, considerada por ele, uma medida inexplicável, uma vez que a empresa é vantajosa para os cofres estaduais. “O interesse do setor privado será apenas de lucrar. Vão sugar tudo, até nossa Cemig ficar só o osso, assim como a Via 040 fez com a BR-040”, disparou. No roll de iniciativas sociais, Sandro citou o Programa Luz Para Todos, Energia Inteligente, Energia Eficiente, entre outros de grande relevância. O vereador lembrou que seria necessário o governo realizar um plebiscito para ouvir a população, mas que não o fará por medo da recusa da população.

A crítica de Sandro ganhou eco entre seus pares. O primeiro a manifestar apoio foi o petista Chico Paulo. Para ele, os edis precisam se unir e buscar junto aos deputados de seus partidos, promover um amplo debate, incluindo até a realização de audiência pública. O vereador Oswaldo Barbosa (PP) questionou o porquê da privatização da Cemig e foi seguido pelo colega André de Menezes. “A empresa dá lucro e presta um serviço de excelência”, ressaltou, lembrando a aprovação da Moção de Repúdio contra o Presidente Bolsonaro (PSL) que anunciou a privatização do correios.

Pedro Américo (PT) destacou a importância da união da classe trabalhadora para tentar reverter o quadro atual. Já o vereador Allan Teixeira reforçou a necessidade de apoio político. O edil José Lúcio (PSDB) mencionou a terceirização do laboratório central para ilustrar, apesar dos modelos diferentes, que a privatização da Cemig representa uma grande perda para a população.

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