Belo Vale: seis pretendentes ensaiam disputa na 3ª cidade mais rica da região

Um dos primeiros arraiais de Minas Gerais, fundado por bandeirantes, em 1681, Belo Vale foi povoado graças à descoberta de ouro. Terra de um rico patrimônio cultural (Fazenda Boa Esperança, Museu do Escravo), a cidade tem sua história ligada a memória ferroviária, quando em 1917, foi inaugurada o ramal do Paraopeba, quando o arraial se desenvolveu. Cercada por belas montanhas nas quais as mineradoras estão ávidas pela riqueza, Belo Vale se tornou um dos municípios mais prósperos nos última da década. Hoje a prefeitura arrecada em torno R$6.304,00 por habitante/anos e é a 3º em arrecadação per capita. Além da mineração que irriga os cofres públicos, Belo Vale é a capital mineira na produção mexerica poncan.

Os nomes

Neste cenário de prosperidade, as eleições devem marcar uma disputa entre grupos rivais pelo comando dos destinos de mais de 7,7 mil moradores predominante rural. As negociações e articulações já iniciaram nos bastidores políticos. Nossa reportagem colheu que aos menos 7 pretendentes são especuladas pela opinião pública e ensaiam a disposição de entrar na disputa de 2020. Há 16 anos no poder, o grupo do atual prefeito José Lapa dos Santos (PMDB), mais conhecido como “Lapinha”, tem uma disputa interna acirrada pela preferência do grupo.

Um deles é o ex prefeito por dois mandatos (2004/2007 e 2008/2012), Wanderlei de Castro (PMDB), o Lei, padrinho político de Lapinha, e um dos cotados para a vaga de candidato. Estão no páreo da disputa, os ex vereadores Márcio Malta e Walternir Liberato Soares, conhecido como  Nequinha. No atual legislativo, despontam mais 3 nomes: Antônio Geraldo Malta (PRB), Geraldo Salvador dos Santos (PP) e Márcio da Chiquinho (PMDB). A disputa no grupo será palmo a palmo.

No campo da oposição surge o nome do empresário Jean Frank (PCdoB) que na eleição de 2016 obteve 13,46%, correspondendo a 848 votos. Lapinha venceu por esmagadora maioria chegando a quase 87% dos votos válidos, isto é, 5.452 votos.

Em 2012, o cenário foi mais equilibrado, quando Lapinha venceu seu rival, o empresário e filho do ex prefeito Teco Braga, Matuza (PSDB), com uma vantagem de 814 votos. Em 2020, os eleitores vão escrever um novo capitulo na história política belovalense. Muitas surpresas e expectativas aguardam as eleições.

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