Assassino da líder comunitária Dona Tidinha vai a júri popular

Julgamento de um crime bárbaro acontece hoje no fórum Assis Andrade/CORREIO DE MINAS

Acontece desde às 9:00 horas, no Fórum Assis Andrade, em Lafaiete, o júri popular de José Luiz da Silva, acusado de assassinar Matilde da Silva Cruz, de 69 anos. Familiares e amigos da vítima acompanham o julgamento.

O caso

O caso da líder comunitária comoveu Lafaiete. Dona Matilde, conhecida como Tidinha, moradora da comunidade de São Vicente saiu de casa, na comunidade rural de Conselheiro Lafaiete, no dia 18 de setembro de 2016, e não foi mais vista. Segundo familiares ela teria vindo à Lafaiete para visitar alguém na região da Linhazinha, no Residencial Dom Luciano Mendes de Almeida), mas, desapareceu. Familiares e amigos não descansaram e fizeram uma busca incessante que terminou nessa sexta-feira quando o corpo foi localizado.

Em meio ao mistério do desaparecimento de Dona Tudinha, a família nunca desistiu de encontrar a senhora. No dia 5 de novembro quando se faziam buscas por teria andado Dona Matilde, um dos filhos encontrou um corpo, enterrado numa cova rasa. Foram vários desencontros de informações quando próprios familiares confirmaram serem os restos mortais de Tidinha. Ainda no começo da noite do próprio sábado o corpo foi sepultado em São Vicente.

Como desdobramento do fato, a casa de um suspeito pela morte de Tidinha foi alvo da revolta de populares em São Vicente. A casa foi pichada e queimada. Nas paredes foram escritas palavras como “monstro”, assassino” e “psicopata”. Não havia ninguém na casa no momento do protesto, já que o morador, que seria ao alvo de desconfiança de populares estaria em São Paulo.

Confesso

Familiares e amigos acompanham o julgamento e cobram justiça no caso/CORREIO DE MINAS

Apesar de ficar desaparecida por quase 50 dias, Tidinha (como a vítima era conhecida) foi morta no mesmo dia em que desapareceu. José Luiz confessou o crime que teria sido cometido na estrada de acesso à Água Limpa. Em seguida o próprio autor enterrou a vitima no local onde dias depois um dos filhos a encontrou em uma cova rasa. “Ao mesmo tempo em que ele colaborava com as investigações com informações que posteriormente foram comprovadas serem falsas, ele prestava solidariedade à família da vítima”, comentou à época a Delegada Fabiana Leijoto.

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