Aluno e familiares denunciam racismo em escola em Lafaiete

A indignação e revolta tomam conta de familiares e amigos de um aluno do ensino médio da Escola Estadual Monsenhor Horta, um dos mais tradicionais educandários de Lafaiete e região. Nossa reportagem esteve na unidade de ensino para ouvir os relatos de supostos atos de discriminação e preconceitos relatados pelos pais e tios de um adolescente cuja identidade será mantida em segredo para não expor o aluno que ainda está bastante abalado com as circunstâncias constrangedoras pelas quais teria passado dentro da sala de aula. Ele é morador do bairro São João.

Emocionalmente transtornado com as supostas agressões sofridas, o adolescente mal conseguia relatar apenas os momentos em que, em função de não ter feito os exercícios pedidos, o professor teria proferido palavras ofensivas a sua cor e até sua origem.  A suposta agressão ocorrera na manhã desta quarta feira.  Uma das alunas que presenciou as ofensas e relatou ao pai que imediatamente comunicou aos familiares da vítima.

No dia seguinte, o aluno, pais e familiares estiveram reunidos com a direção da escola para denunciar e pedir providências sobre o caso. Eles também registraram as injúrias em um boletim de ocorrência. O diretor da Escola Monsenhor Horta, Paulo Roberto, disse que a escola tomou as providências necessárias relatado o fato a secretaria de Estado da Educação. Ele citou que nestas situações quem tem a prerrogativa é Advocacia Geral do Estado.

A família apenas deseja que sejam reparadas as supostas ofensas de cunho racistas dirigidas ao adolescente neste momento de intolerância que passa o Brasil. “Queremos justiça”, disse o pai do aluno.

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