Agricultura Familiar Municipal produz alimentos saudáveis e gera emprego

Em decorrência da preocupação do prefeito Zelinho quando assumiu a Administração Municipal com relação ao homem do campo, a Diretoria de Desenvolvimento Rural, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, passou a desenvolver programas e campanhas para a melhoria da qualidade de vida do produtor rural e que lhe garantisse cidadania. A produção de hortaliças e legumes já atingiu 762 mil unidades mensais (considerando que couve, cebolinha e salsinha são contadas em molhos), melhorando consideravelmente a renda familiar rural e a qualidade dos produtos oferecidos à população de Congonhas, inclusive dos fornecidos para a merenda escolar. Estes incentivos do Município possibilitaram a fixação do homem no campo, gerando a abertura de vários empregos diretos e indiretos.

A Prefeitura realiza a compra coletiva de adubo, calcário, cama de frango e de mudas de hortaliças, como alface, almeirão, tomate, cebolinha, salsinha, brócolis, quiabo, jiló, rúcula e coentro, em Carandaí. São bandejas de 200 mudas que, quando adquiridas diretamente pelo produtor, custam R$ 20 e, pela compra consorciada coordenada pela Diretoria de Desenvolvimento Rural saem a R$ 11,00. Em 2015, esta compra coletiva somou 694.600 unidades, atendendo 98 produtores, contra 199.000 unidades de 2014.

Há ainda a doação de sementes pela Prefeitura que beneficiou 272 agricultores no ano passado, enquanto em 2014 este número havia chegado a 172. As sementes ofertadas são de alface, cenoura, rúcula, almeirão, beterraba, berinjela, mostarda, couve, couve-flor, tomate, quiabo, repolho, brócolis, abobrinha menina, pimentão, moranga, jiló, feijão de vagem, salsa e cebolinha.

Além disso, existe um programa que disponibiliza máquinas agrícolas, como trator com roçadeira, arado e grade aradora. O produtor arca com somente 50% do valor de hora da máquina. O preço estabelecido é o de mercado na região.  É oferecida também a análise das terras, feitas na Universidade Federal de Barbacena e posteriormente analisada pelo engenheiro agrônomo da EMATER/Congonhas, Paulo Rosa. Esta análise proporciona o conhecimento dos componentes químicos do solo e as necessidades de correção dele. A EMATER participa com a Diretoria de Desenvolvimento Rural de todas as campanhas e projetos desenvolvidos.

Produtores estão satisfeitos com o apoio do Governo Municipal

Maricelso Maciel Ribeiro, 60, do Sítio Cunhas, dos Monjolos, cultiva 50 mil unidades de verduras e legumes ao mês. Sua produção é destinada a supermercados, mercearias e sacolões de Congonhas. Para ele, a Prefeitura transporta cama de frango, adubo, calcário e ara a terra. “Este apoio que o Governo Municipal nos dá faz nosso custo baixar e isso é essencial para ofertarmos um produto mais em conta e com a mesma qualidade de antes da crise. E isso nos deixa muito satisfeito, porque geramos renda para nós da família e empregos”, afirma.

Alberto Luiz de Paula (Betinho), um dos irmãos herdeiros da Fazenda Santa Cecília, desenvolve em sua propriedade um grande plantio de folhosas e tubérculos, fornecendo para comerciantes de Congonhas.

Olímpio Marcelino (Pico), 67, possui um sítio, na MG 583, no Pequeri, e produz verduras sem agrotóxico, como alface, almeirão, tomate, cebolinha, salsinha, brócolis, quiabo, jiló, rúcula e coentro. Tudo o que produz é comercializado no comércio de Congonhas. Quem vai até o local percebe que entre os canteiros há uma proteção natural contra pragas, feita com o próprio mato vivo e a aplicação de outros defensivos naturais à base de leite e folha de mamona, o que descarta a necessidade do agrotóxicos. “O apoio da Prefeitura é muito importante pra nós, sem incentivo é difícil de as coisas irem pra frente, e no nosso caso, elas estão indo bem”, testemunha.

Na Fazenda Santa Cecília, no Monjolos, Sérgio Ap. Paula Pedroso, 48, além de produzir leite, inicia com parceiros a produção de hortaliças.

 

Mercado do Produtor Rural

O Governo Municipal, através da Diretoria de Desenvolvimento Rural, já montou 15 barracas cobertas padronizadas no Mercado do Produtor Rural, que começaram a ser utilizadas neste sábado, 16. Ao todo serão 70 unidades entre a área externa e o galpão. O objetivo é oferecer proteção contra o sol e chuva para produtores e consumidores. As medidas (4m x 4m, 3m x 4m e 2m x 4m) variam de acordo com a necessidade de cada um dos 84 produtores cadastrados. Eles comercializam legumes, verduras, frutas, doces, condimentos, chás, café, queijo, fubá, biscoitos, quitandas, entre outros alimentos. Às sextas-feiras, além de o congonhense poder já antecipar sua feira semanal a partir do final da tarde, ele pode degustar porções deliciosas, como fígado de boi com jiló, bolinho de feijão com camarão e o tradicional pastel frito e garapa. O mercado está localizado à av. JK, em frente à praça da Rodoviária e funciona também aos sábados, de 6h às 12h.

Luciana Aparecida Alves da Cunha, 37, planta alface, almeirão, couve, brócolis, mostrada, rúcula, acelga, espinafre, agrião, pimentão, jiló, salsinha e cebolinha em um terreno localizado no Macaquinhos, na região do Jardim Profeta. “Eu e meu marido estamos expandindo a horta, com repolho, abobrinha, pimentão, entre outros alimentos, para termos mais o que oferecer ao consumidor no Mercado do Produtor Rural. Ficamos felizes de ter um espaço como este, nós trazemos quase tudo que produzimos para vender aqui”, diz.

A Agricultora Familiar, Nadir Martins Vieira, 73, do Pequeri de Baixo, começou produzindo laranja e mexerica. Atualmente planta também verduras quando o Mercado Municipal estava instalado nas proximidades do prédio novo da Câmara Municipal. “Antes vendíamos os produtos em casa. O Mercado atual nos protege do sol e da chuva e vendemos mais”, diz.  A filha Maria de Fátima V. Cardoso a ajuda do plantio à venda.

Benigna Maria da Conceição, 79, do Alto Maranhão, começou a cultivar verduras e banana maçã aos 15 anos de idade, na área urbana do Distrito. Ela também cria galinhas poedeiras. Toda a produção caseira é comercializada no Mercado Municipal do Produtor Rural. “Aqui é mais confortável para quem vende e para quem compra, estou satisfeita”, afirma.

Outros produtores do Alto Maranhão, Dona Terezinha e Sr. José Apolônia, do sítio N. Sra. do Perpétuo Socorro , e dona Maria Solange e Sr. Divino, do Sítio Luziânia, também encontram grande saída para seus produtos no Mercado do Produtor Rural. Dona Terezinha foi 1º lugar da categoria Pratas da Casa do Festival da Quitanda 2015, com o Pão de milho com linguiça artesanal, do Projeto Resgate da Quitanda do Alto Maranhão. O projeto é coordenado pela EMATER. “Minha família e a da Solange são parceiras da Prefeitura, seja pela Agricultura, seja pela Cultura, e nós e a cidade só temos a ganhar com isso”, comenta dona Terezinha. Em suas propriedades, uma parceria entre Prefeitura, EMATER E EPAMIG instalou unidades experimentais para incentivar a volta de hortaliças, legumes e tubérculos não convencionais, como Serralha, Taioba, Inhame, Ora-pro-nóbis, o Peixinho, a Araruta, a Vinagreira (também conhecida como Ibisco) à mesa do consumidor.

 

Revendedores conseguem oferecer melhores produtos e gerar emprego

O Sacolão Máximo adquire hortaliças do produtor Maricelso, dos Monjolos. Para o proprietário Rafael Amaral Nascimento, 33, ter fornecedores de Congonhas é bom para ele e para seus clientes. “O Maricelso entrega a mercadoria aqui no sacolão, então é menos produtos que temos de trazer de fora, já é uma economia. A produção dele é orgânica, o que é garantia de qualidade pro consumidor”, explica o comerciante, que ressalta a importância do apoio ao produtor.

Célio Chaves Dias, 57, do Mercadinho do Celinho, concorda com Rafael que comprar folhosas e legumes em Congonhas para revender é altamente benéfico para o comerciante e para o consumidor. “Compro do Betinho, dos Monjolos, e do Olímpio, do Pequeri. Quando o Betinho tem legumes, como repolho, ele me fornece também. Os produtos orgânicos e da cidade têm mais saída. As pessoas querem saber se as hortaliças e legumes são daqui e ficam satisfeitas quando digo que são. Nossos produtores possuem ótimas fontes de água e utilizam defensores naturais. Sem falar que as verduras de folha que vêm de fora se perdem mais rapidamente”, comenta.

A demanda interna de Congonhas por hortaliças e legumes é enorme. Somente o Tropeiro Alimentação Industrial possui gasto semanal de R$ 3.500,00 com estes itens, já que fornece refeições para 2 mil trabalhadores diariamente da Ferrous, Ferro + e outras empresas. “No Município, compramos do Maricelso, que consegue nos entregar alface, cebolinha, salsinha, rúcula, brócolis e rabanete de qualidade e no prazo estabelecido. Neste padrão de custo e qualidade, claro que preferimos comprar hortaliças e legumes, mas também frutas e outros alimentos em Congonhas. Torcemos para um ainda maior desenvolvimento e profissionalização da produção rural”, afirma o empresário Afonso Luiz de Assis, 61, que também é proprietário do Restaurante O Tropeiro, e que possui 64 colaboradores na preparação das refeições.

Foto:divulgação

 

 

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